05º – Fé, Crença, Religião e Milagres – Buscando O Entendimento Global, Mudando Perspectivas

05º – Fé, Crença, Religião e Milagres – Buscando O Entendimento Global, Mudando Perspectivas

Fé, Crença, Religião e Milagres

Huna, Xamanismo, Habilidades Psíquicas e Fenômenos Resultantes

Buscando O Entendimento Global, Mudando Perspectivas.

Façamos um retrospecto na linha do tempo e consideremos a possibilidade de entender como começaram as crenças e as religiões. As notícias mais antigas de que dispomos a respeito de fenômenos psíquicos, tidos como habilidades psíquicas por uns, e como sendo milagres espirituais por outros, são os relatos da tradição havaiana (13.000 anos?), a sucessora mais recente da tradição polinésia (50.000 anos?).

Os conhecimentos que temos hoje a esse respeito são devidos ao Dr. Otto Wing e depois, ao seu sucessor nas pesquisas, o ex-pastor da seita Batista e psicólogo, Max Freedom Long que, escreveu “Milagres da Ciência Secreta”. Recentemente, Serge Kahili King coligiu e resumiu a Huna em seu livro “Magia e Cura Kahuna”. Esses conhecimentos ficaram preservados pelo isolamento das ilhas do Havaí no meio do Oceano Pacífico, até sua descoberta pelo capitão Cook, norte americano.

Resumindo o assunto, os fenômenos psíquicos conhecidos inicialmente como Magia, tais como telepatia, vidência, clarividência e, projeção de energia por enfoque mental para realizar “curas”, bem como os relativos ao domínio dos fenômenos naturais, tais como chamar o vento, ou, fazer parar o mesmo e, consequentemente chamar a chuva, ou, parar a tempestade, eram conhecidos há pelo menos 13.000 anos pelos havaianos e antes deles pelos polinésios.

Havia uma Filosofia de vida, que aparentemente servia para regular essa atividade e foi denominada de Código Huna. Segundo a Huna os indivíduos deviam “mudar seus padrões e valores”, convertendo-se aos padrões relativos à ética e à moral, e, além disso, ter o maior respeito ao aspecto da Consciência que denominavam o Pai, ou, Consciência Divina, a fonte de “poder que vem de dentro”. Deviam praticar o Amor Compartilhado com os semelhantes. Naturalmente que o respeito mútuo é a garantia de uso do poder psíquico de modo criativo. Qualquer semelhança da Huna com os Evangelhos de Jesus divulgados posteriormente, há aproximadamente 2.000 anos, é mera coincidência?

Faz parte da tradição oral na polinésia o relato de que havia uma civilização avançada desde há 50.000 anos e que os polinésios e havaianos descendem dessa civilização, desaparecida em parte com o afundamento de um Continente no meio do Oceano Pacífico (seria a Lemúria?).

Consideremos que há 13.000 anos passados os homens, criados à imagem e semelhança de Deus, já se deslocavam para outras paragens, e é compreensível que há 4.700 anos, portanto há 2.700 anos antes de Cristo, ou mesmo antes, os conhecimentos a respeito de habilidades psíquicas tivessem chegado à Índia, à Ásia, ao Oriente Médio, de onde se tem notícia a respeito de Melquisedeque, a quem Abraão prestou homenagem.

É compreensível que com o tempo, as explicações dadas às mesmas habilidades psíquicas sofressem alterações, adaptando-as às crenças locais, apesar de que os fenômenos continuem sendo os mesmos em todo o Mundo até os dias de hoje. Na Ásia resultou no Tao. Na Índia resultou nas práticas da Yoga e suas complicações teóricas que evoluíram dos Vedas, dos Upanishad e do Hinduísmo.

No Oriente Médio, temos a citação Bíblica a respeito de Melquisedeque, que viveu nos tempos de Abraão, e tudo indica que deixou discípulos que perpetuaram os conhecimentos das habilidades psíquicas em uma Ordem, a Ordem de Melquisedeque, da qual o Mestre Jesus foi seu Sumo Sacerdote 2.700 anos depois de seu fundador. (Ler Hebreus 5, 6, 7).

Nos 600 anos antes do Senhor Jesus, um senhor de nome Gautama, depois denominado o Buda, desenvolveu uma filosofia pessoal de vida com base nos Veda, mas mudando perspectivas, pregava que de início deveria haver o Desapego. Depois do desapego, obrigatoriamente a busca do conhecimento para que o indivíduo se veja livre da Ignorância e das Limitações que ela, a Ignorância impõe, pois ela favorece o fanatismo. Depois disso a busca do autocontrole sobre si mesmo com o desenvolvimento das virtudes, deixando de lado o querer controlar os demais, seja física, ou, mentalmente. Estas colocações do Budismo coincidem com os quatro primeiros princípios da Huna polinésia. Depois da morte de Gautama desenvolveram-se seitas com normas, princípios, regras, templos e… Hoje há mais do que um tipo de ”Buda” e mais do que um tipo de templo com variações nas crenças adaptadas a cada local.

Sempre é bom lembrar que a essência dos Veda repete aspectos da Filosofia Huna que é pelo menos 10.000 anos anterior a eles.

Seis séculos depois de Buda, o senhor Jesus apresentou uma Filosofia de Vida, que aparentemente, inicia onde Buda parou. Ele enfatiza além do desapego e etc. proposto anteriormente pelo Budismo, o Amor Compartilhado e uma Mudança de Padrões e Valores nos enfoques mentais e nos Padrões de comportamento. A isso foi denominada a Conversão do “velho homem em um novo homem”. Jesus acrescenta a necessidade de respeito ao Pai, e afirma que o poder vem de dentro na formulação inicial do Pai Nosso. Sempre é bom constatar que, a Lei Áurea dos Evangelhos coincide com a base da Filosofia Huna. Ao tentar reformular o Judaísmo, Jesus adapta a Huna ao mesmo para não chocar de imediato os crentes na Lei de Moisés e nos Profetas.

Analisemos: “Pai nosso que estais nos céus”. (“o reino dos céus está dentro de vós” segundo ensinamentos de Jesus). “Santificado seja o Vosso nome” (que haja todo respeito à parcela divina que cada homem encerra e percebe quando consegue acessar). “Venha a nós o Vosso Reino” (o Poder), e “seja feita a Vossa Vontade, assim na terra (nesta dimensão material), como é elaborada nos céus”, (na dimensão do psiquismo, ou, Espiritual que há Dentro de Nós).

Depois de Jesus, Paulo desenvolveu a filosofia de vida  cristã a partir dos Evangelhos, a qual serviu de base para um Sistema de Crenças que foi apresentado primeiro pelos associados do Imperador  Constantino, resultando na Religião Católica, ou, Sistema Organizado como Catolicismo Romano em 256 d. C. e depois.

Posteriormente aconteceu a Reforma e as modificações que Lutero introduziu no Sistema, excluindo  as fantasias convenientes implantadas pelos dirigentes católicos que sucederam Constantino, como sejam as imagens de escultura, as indulgências e os descalabros da inquisição. A partir daí surgiram as 1.780 (?) variáveis estabelecidas como seitas, por mudanças de perspectivas nas idéias da Reforma: Calvinistas, Quakers, Luteranos, Presbiterianos, Metodistas, e depois Pentecostais, Brasil para Cristo, Mundiais, Universais etc.etc. 1.780 vezes etc.

Seis séculos depois de Jesus, e 350 anos depois da fundação da Igreja Católica como Sistema Organizado, aconteceu a reação de Maomé às ações desse Sistema Organizado Ocidental, que a pretexto de liberar o Santo Sepulcro invadiu o território palestino em nome de Deus, e Deus os perdoe, pois os Cruzados deixaram um rastro de sangue, estupros, pilhagens e destruição. A reação foi o desenvolvimento do Islã como Sistema Organizado Religioso e que tem base nos Evangelhos, mas com os termos e as variáveis próprias e adequadas ao tipo de povo que hoje cultua o Islamismo.

Maomé, como Constantino, iniciou o catecismo e a doutrinação com a espada e agora, a continuidade nos dias de hoje também se faz de modo radical. Por volta do século VII invadiram o Sul da Europa e dominaram as áreas por 700 anos. Hoje, o Islã é uma forma de resistência político-religiosa à penetração do “Capital Judaico” e da exploração econômica proporcionada pelo Ocidente Cristão, sempre mascarado de piedade religiosa para com “suas colônias”. Os antigos habitantes das Américas, e os da África, da Índia, das Filipinas, da Austrália, da Polinésia, do Oriente Médio que o digam.

Mais recentemente, Massaharu Taniguchi reuniu o que há de melhor das Filosofias de Vida Cristã, Budista, Confucionista etc. Fundou a Filosofia da Sei-Cho-No-Ie. Esta também deu origem posteriormente a um Sistema Organizado Religioso, com normas, princípios e rituais, templos e demais obrigações. É bom lembrar que todo e qualquer Sistema Organizado é Arbitrário e sempre acaba por fazer coleta financeira, seja ele como religião, Ordens, ou, como organização social em partidos políticos.

  Toda Crença que é de origem exógena, é sugerida por alguém para que outros também acreditem em alguma nova receita de salvação da personalidade de alma, como sendo a perpetuação, através da eternidade, da expressão de uma Consciência indivisa.

Resumindo:- Todas as Filosofias de Vida que, têm um conteúdo moral e ético, supostamente a serem seguidos, podem se tornar uma religião, como são as muitas que temos para escolha no mercado das sugestões. As diferentes religiões se caracterizam pelas normas, princípios, dogmas, fundamentos e rituais. Muitas vezes há o Estatuto que regulamenta o comportamento do Grupo Afiliado a uma das unidades de um Sistema Organizado como Religião. Há os sistemas que apresentam Igrejas com unidades independentes e Estatutos próprios, mas algumas se unem em corporações, Concílios, ou, Convenções, como fazem muitas Igrejas denominadas Cristãs.

Na linguagem atual, para pelo menos 70% das pessoas, fé e religião se confundem. No entanto, a fé que é endógena, mais a crença que é sugerida e exógena com suas normas, princípios e rituais, geram uma convicção, que se exagerada é denominada Fanatismo. Todo e qualquer Fanatismo é um produto manifesto quando há crenças associadas à ignorância e a um nível de racionalidade primária e ativa. (segue: – os rituais).

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Fenômenos Psíquicos e Tecnologia Atual

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