Atividade Psíquica Além do Corpo – 05 – Os Iniciados e os Informados

Atividade Psíquica Além do Corpo – 05 – Os Iniciados e os Informados

 Atividade Psíquica Além do Corpo

Os Iniciados e os Informados – II

Os Iniciados são as pessoas que vivem os fenômenos psíquicos. Podem apresentar habilidades psíquicas, muitos são considerados paranormais. As pessoas que ouvem dizer da existência dos fenômenos psíquicos são os Informados, que desejando, iniciam a busca de como vivenciar. Normalmente a busca se faz pelo caminho filosófico e ou pelo religioso, ou ainda pelos caminhos do autoconhecimento que são tradicionais. Há os que não acreditam nessas possibilidades e há os que temem o que ignoram, denunciando todos os fenômenos psíquicos como ação do mal.

Estes últimos são bloqueados psicologicamente por crenças errôneas, ensinadas por pessoas mal informadas que não conseguem produzir os fenômenos e por isso os abominam. Pura inveja daqueles que se consideram espirituais, mas não conseguem ações psíquicas que demonstrem habilidades psíquicas consideradas espirituais.

Na atualidade dispomos de mecanismos de treinamento que podem acelerar o entendimento e a evolução dos que têm potencial. Quando as pessoas se submetem ao treinamento e têm potencial encefálico, e têm abertura mental para desejar entender a “outra dimensão”, há a oportunidade de opção entre manter crenças retrógradas e limitantes e ser pragmático depois de embarcar no autoconhecimento.

Iniciações Ritualísticas em Sistemas Organizados de Forma Arbitrária.

As iniciações ritualísticas e as elevações de grau em certos Sistemas podem ser meras fantasias no meio de um show. Graus de iniciação, hierarquia, religiosa ou não, cargos de diretoria, títulos, colares, pergaminhos, diplomas e carteirinhas, na maioria das vezes, não indicam grau de desenvolvimento, nem mental, nem psíquico, nem espiritual, mas, satisfazem à necessidade de consideração do Ego dos membros contribuintes, que sustentam materialmente algum Sistema enquanto buscam o conhecimento.

Nestes casos predomina o discurso do Eu Médio, lógico, racional, analítico, falador, mas fraco e sujeito à inveja. Predomina o conhecimento teórico de uma Filosofia e a sua transmissão, dos informados aos menos informados, ou ainda, não informados. Pode ser como em uma escola, mensal, semanal, dominical ou não.

Tudo isso é necessário e útil em seu tempo. Faz parte da evolução do Ser. Alguns evoluem e se libertam, mas a maioria se encanta com os paramentos, as fantasias e a posição social alcançada na comunidade de um Sistema Organizado de forma arbitrária.

Os leigos em qualquer assunto e que buscam o conhecimento, sempre têm a esperança de serem mais informados e depois formados, até perceberem, quando percebem, que em alguns Sistemas somente dão informação e cultura. Em outros, passam cultura e formação. Há os sistemas que oferecem pílulas de informações semanais e mantêm um bom número de associados contribuintes por mais tempo.

A formação somente se faz quando há experimentação com resultados de modo efetivo. “A eficácia é e sempre será a medida da verdade”. Fora disso permanece o show ritualístico e a fantasia na mente dos frequentadores de um Sistema qualquer que seja a disciplina, ordem, igreja, ou, congregação, onde sempre se observa: primeiro o ritual, depois a filosofia. É rara a prática em diferentes níveis.

No entanto na vida dos Mestres é exatamente o contrário: primeiro os mestres mostram a prática com eficácia, depois pregam a filosofia, como é o caso de Jesus. O Sermão da Montanha e outras instruções encontradas nos Evangelhos vieram associados à demonstração de poder psíquico. Os mestres dão instruções reservadas aos seus escolhidos, e o senhor Jesus não foi exceção à regra. Os que insistem em fazer o caminho inverso geralmente param no nível da instrução dos fundamentos e dos rituais, sem atingir as habilidades psíquicas.

Cada etapa é necessária para cada qual em seu tempo. Há tempo para receber instrução e ritual condicionador, e há tempo para sair em busca de resultados práticos no sentido psíquico, indicando o amadurecimento naquele nível. Os verdadeiros Mestres são os que mostram a prática para mostrar o caminho e dar a medida.

Assim, usando outra linguagem, Jesus foi claro ao afirmar, usando-se a linguagem de hoje: – se vós fizerdes as coisas que digo que façam (o caminho), coisas maiores do que estas que eu faço vós fareis (a medida). No exemplo da figueira que não produzia frutos e secou, maravilhando os discípulos, Jesus disse o que fazer com os faladores e discursadores improdutivos a beira do seu caminho. Deixe-os para lá.

Os “mestres” menores, os informadores, somente falam a respeito dos Mestres Maiores, de suas qualidades e de seus feitos. Como nada fazem no sentido das habilidades psíquicas, alguns chegam a afirmar que o tempo das ações devidas a habilidades psíquicas (Milagres) já foi, contrariando assim os dizeres do Mestre Jesus. Eles bloqueiam o progresso dos demais com suas sugestões impróprias, fruto da soberba espiritual de quem é falador improdutivo. A soberba é filha da ignorância e da inveja. Da soberba espiritual para a arrogância e para a prepotência é um passo pequeno.

O Batismo

O Batismo instituído por Jesus serve para indicar a vontade de Iniciação por parte do neófito. Significa que o batizado entendeu, aceitou aprender e agora deve compreender a doutrina dos ensinamentos de Jesus. Significa que está disposto a obedecer às ordenanças de fazer as coisas que Jesus disse que façam, tornando-se um iniciado.

A impressão que se tem é a de que essa ideia foi modificada pelos mestres menores, modificação essa que age como um processo acelerador da afiliação. Assim, afirma-se que o batizado já está salvo, pois, aceitou Jesus como salvador depois de um discurso, mesmo sem conhecer bem a doutrina de Jesus e sem praticá-la; sem mostrar o desenvolvimento do Eu no “Reino dos Céus”. Os informadores mal informados e sem a prática das habilidades psíquicas denominam Fé ao que não passa de Crenças.

Seria mais apropriado dizer:- o batizado está no caminho da salvação na medida em que entende, aprende e pratica as ordenanças do mestre Jesus. O posicionamento e a atuação mostram o nível de entendimento de quem procede de modo diferente e orienta como se fora mestre. Observamos que, atualmente, o batizado é mais envolvido com a parte teórica da filosofia do processo, com as normas e princípios da doutrina tornada sectária, com os princípios e os rituais e com a estatística da contribuição financeira ao sistema a que pertence, do que com as práticas citadas nos evangelhos. Esse equívoco já era criticado em Hebreus, capítulo 6, versos de 1 até 4.

Fica a pergunta: O novato está convertido, ou, está convencido e aderido como adepto e contribuinte?

Quando o neófito não se perde nas formalidades, nos rituais e na política dos procedimentos administrativos de um sistema, talvez ainda esteja mais bem situado psiquicamente e caminhando no sentido espiritual, do que aqueles que assumem tais responsabilidades de ordem social e política. Estas podem ser necessárias, mas envolvem o Ego e as tentações do poder. Cada um tem a possibilidade de escolher o seu próprio rumo, aceitando ou rejeitando as responsabilidades do plano material. Quem aceita o poder dificilmente não se envenena com ele.

Se formos todos como vasos, não conhecemos o conteúdo dos outros vasos e mal conhecemos o conteúdo de nosso próprio vaso. Temos apenas uma certeza: nós devemos procurar fazer com que o nosso vaso seja “um vaso de honra”, justo e reto, como está na Iª Epístola de Paulo aos de Corinto, pois os nossos vasos sejam eles brancos, pretos, amarelos ou vermelhos, são de barro. Valem pelo conteúdo e não pelo barro, ou, pela cor do barro.

Sempre podemos evitar toda e qualquer atitude ou ação que nos desvie do propósito de dar importância em encher o nosso vaso com o Espírito Santo, ou seja, pensar e agir com equilíbrio e bom senso, de acordo com a nossa Consciência, buscando o Reino dos Céus dentro de nós, na introspecção, em secreto, conforme recomendado pelo Mestre Jesus o Cristo. Assim abrimos caminho à revelação dentro do que seja espiritualidade.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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