04º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

04º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

Ser Indivíduo ou Ser Sujeito?

O cérebro é como um Supercomputador quando bem trabalhado pela Consciência, e se não for bem trabalhado é uma máquina burra. O cérebro dispõe de dados e informações como subsídio armazenado no banco de memória (subconsciente), ele pode processar esses pontos de referência compondo pensamentos e associando os pensamentos de modo lógico e razoável dando coerência ao conjunto quando há bom senso na Consciência que o trabalha.

Assim o cérebro evoluiu como máquina na medida em que se estabelecem circuitos neurológicos mais complexos e mais eficientes com o passar do tempo. O envelhecimento começa nas extremidades das pernas e braços, mas o cérebro pode manter o seu estado de desenvolvimento até que haja colapso dos demais órgãos que o façam fenecer. Há exceções, quando a circulação do sangue, especificamente no cérebro, é deficiente para nutrição e oxigenação.

A atividade da Consciência, que é um campo de energia de alta frequência vibratória e que pode ser denominado “Espírito”, atuando nesses circuitos neurológicos do cérebro de modo coerente, pode ser denominada de atividade intelectual. Quanto maior a atividade intelectual da Consciência nesses circuitos neurológicos, maior a facilitação nas associações de pensamentos e na criatividade, bem como na formação de novos circuitos neurológicos por neuroplastia.

Assim como o limite do nível de imaginação criativa depende do nível de dados e informações disponíveis e usados no processamento intelectual, o limite do nível da percepção e utilização das novas informações e das situações criadas no ambiente depende do nível da imaginação criativa.

A atividade intelectual progride na medida em que há conscientização no Indivíduo de que toda razão admite outra razão em sentido contrário e que se pode fazer abstrações a partir de razões que se contraponham. Assim a Consciência de um indivíduo não fica presa dentro dos enfoques, que obrigam a concluir que se isto é assim, e não pode ser diferente de assim, como pensam a maioria dos Ocidentais por condicionamentos equivocados.

O indivíduo que se livra disso passa a ter consciência de que, se isto é assim, pode ser que seja diferente de assim, como também pode ser que não seja nem assim, nem seja diferente de assim. Pode ser que seja outra coisa! Desse modo há abertura mental para a percepção de que sempre pode haver outra maneira de se pensar e de se fazer a mesma coisa. O incrível é que há pessoas que pregam esta última condição, mas tem dificuldade de serem flexíveis.

Como toda autoridade é baseada em modelos, onde em todos os aspectos determinam comportamentos uniformes para os indivíduos que vivam em um Estado, e em Sistemas organizados de forma arbitrária, onde há normas e princípios a serem obedecidos, além dos estatutos, as pessoas que alcançaram níveis intelectuais elevados, e que sejam capazes de mudar perspectivas e analisar situações sob outros pontos de vista, podem proferir pensamentos que constituam razões em sentido contrário a aquelas que sejam impostas pelo “Estado de Autoridade”, seja por essa ou aquela razão.

Além disso, podem fazer abstrações em que as razões expostas sejam mais razoáveis e prováveis do que as apresentadas pelas supostas autoridades na defesa de seus próprios interesses hierárquicos, e ou dos Sistemas Organizados de forma arbitrária.

Desde criança as pessoas são condicionadas a obedecer a machos ou fêmeas mais velhos, que para elas, até os sete anos de idade, representam autoridade. Como muitos não têm oportunidade de se aculturar e nem de desenvolver os processos racionais baseados em dados e informações prováveis, acabam aceitando informações pouco prováveis e mesmo improváveis que partem dos supostamente “superiores”, até mesmo em ambiente Universitário. O reflexo condicionado de obediência a machos mais velhos, ainda é o mais altamente prezado em determinados núcleos das sociedades humanas.

O mesmo esquema de relação entre indivíduos é observado entre os macacos antropóides, e devido o fato comprovado de que os humanos são portadores de 98% do DNA dos chipanzés, isto sugere uma condição atávica na relação entre os supostos superiores e supostos inferiores, que se torna desvalida quando predomina a razão e o bom senso entre aqueles que estejam em maior nível intelectual e de Conscientização.

Assim sendo, o conhecimento de fatos novos, que induzam às ideias novas e não usuais, as quais decorrem de uma maior capacidade de entendimento como percepção do significado de uma nova informação, e de maior capacidade de análise e questionamento, pode ser perigosa para um Indivíduo que pense de modo isolado daquele predominante na “tribo” em que viva, ou apenas frequente por religiosidade.

Mais perigoso ainda é compreender (entender e aceitar) os fatos e as consequentes ideias novas decorrentes deles, e depois apresentá-las aos que estão acostumados às pressuposições, e que discursam suposições baseadas em pressuposições, com as quais os superiores sempre tentam encaixar os sujeitos em “nichos” de razões pré-estabelecidas e convenientes.

Aquele que for Indivíduo mentalmente liberto por conhecer outra verdade relativa mais razoável e conveniente pode ser denominado de pecador, ou, fora de alguma lei, ou, ainda neurótico, dependendo do tipo de alcance intelectual das supostas autoridades atreladas em algum esquema, mesmo porque o Indivíduo, que seja pensador autônomo, dificilmente se encaixe nesses “nichos” montados pelas autoridades estabelecidas.

Ex.: Jesus, suas ideias e ações e o Judaísmo. O mais Incrível é o resultado de se observar como persistem no cristianismo as ideias do Judaísmo, mas só as mais convenientes ao poder e à economia e finanças das hierarquias cristãs, mesmo contra a Verdade Libertária do Senhor Jesus: “ora em secreto ao Pai, e o Pai o compensará” (esclarecerá).

Nesse ponto convém refletir que na antiguidade, havia a Crença a respeito da existência de um Espírito Protetor para cada Indivíduo, um Espírito Paternal, também denominado O Pai que em mim opera as obras, hoje conhecido como Superconsciente, o terceiro aspecto da Consciência que nos pode conectar com o Cosmo, ou com o Espírito Santo, dependendo do entendimento que é relativo a cada perspectiva usada.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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Postado em : Educação

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