04º – REALIDADE PESSOAL E REALIDADE COLETIVA

04º – REALIDADE PESSOAL E REALIDADE COLETIVA

Realidade Pessoal e Realidade Coletiva – 4

(Folhas de Outono)

Em Um Computador

Em um computador, a “realidade virtual” é o resultado evidente que se faz no vídeo, com imagens que resultam de um Campo de Energia modificado nos chips. As modificações impressas como realidade no cérebro do computador (HD) são organizadas de fora para dentro por uma Inteligência que lida com a máquina e imagina o efeito desejado. O processador de um computador está mais para um Sistema Límbico primitivo, e a Tela associada com uma Placa de Vídeo, como um Lobo Frontal associado ao Hemisfério Direito.

A diferença que há entre o computador e o cérebro humano poderia estar em que no Homem, considerando-se o cérebro como máquina, a realidade virtual pode ser elaborada por um campo de energia inteligente (Espírito-Consciente), que exerce sua ação com poder e vontade de dentro para dentro e de dentro para fora.

Primeiro modifica a realidade virtual interna, subjetiva, com a imaginação, e depois age em função dessa imaginação, modificando o mundo exterior, o mundo objetivo. Assim sendo, O Poder no homem Vem de Dentro, ou, vem “do reino dos céus” segundo o Senhor Jesus.

Cada um de nós pode ter acesso ao Reino dos Céus, ou, à energia cósmica com enfoque mental adequado, cuja presença determina resultados eficientes, tanto subjetivos como objetivos. Os místicos religiosos denominam a isso “agir em Espírito Santo”. São rótulos para uma mesma Realidade.

Toda Realidade é Relativa, pois para percepção e para comunicação neste plano material, um “Ser”, como Consciência, é limitado e definido pelos circuitos neurológicos impressos e funcionais em um sistema nervoso receptor-transmissor, ou seja, a realidade é individual, e é uma “Realidade” relativa para cada nível de consciência de cada pessoa. Uma discussão é o resultado de um choque entre diferentes realidades individuais, e que trabalhem em diferentes níveis de Percepção e de Conscientização.

A Harmonia em um grupo depende do mesmo grupo saber viver dentro de uma “realidade” que é “criada para ser coletiva”. É ter uma ou mais “verdades relativas” comuns a todos, as quais podem ser limitantes ou não, e de os indivíduos saberem guardar as verdades pessoais, as quais podem não ser limitantes.

Por exemplo, as Crenças que perfazem as normas, princípios, dogmas e ou fundamentos que caracterizam uma religião, são verdades relativas às Crenças de um grupo de adeptos dessa religião e são limitantes. Todos os adeptos vivem a mesma realidade enquanto adeptos se forem politicamente corretos em relação à Crença preconizada.

Assim os adeptos de uma religião sempre estarão em desarmonia com os adeptos de outra religião, por diferenças de Realidades de Grupo (doutrinas?).

Se houver harmonia é por algum interesse político na harmonização, e por parte das lideranças. Se for diferente disso é porque as Crenças dos grupos afins estão enfraquecidas diante de outra Realidade que se avizinha.

Se as pessoas de um grupo forem místicas, isto é, se elas aceitam raciocínios lógicos até razoáveis, se bem que pouco prováveis, a realidade do grupo é constituída por Crenças Frágeis.

Se a realidade de um grupo for consequência de atualidades, que sejam aceitáveis por serem prováveis, além das “verdades” místicas relativas e particulares de cada um, o grupo evoluiu como místico esotérico em função da aceitação das verdades científicas, que possam suportar as Crenças pouco prováveis.

Em um grupo ainda mais evoluído, a harmonia se estabelece quando todos partem do princípio de que a “eficiência é a medida da verdade”, ou, só o que funciona na prática é verdadeiro no sentido filosófico.

Assim sendo, o que vale não é a filosofia como produto da intelectualidade lógica e razoável, mas é o que seja provável, o que resulte das experiências eficientes. A isso denominamos pragmatismo, e seu resultado Conhecimento..

Segundo Paulo, os Homens Naturais são imaturos, infantis, de baixa intelectualidade. Os Homens Carnais são os intelectuais de pensamento direto concreto e objetivo. Os Homens Espirituais são os de pensamento predominantemente abstrato, mas se atem às experiências eficientes para resultados objetivos, estes pensam com os pés no chão.

Os filósofos pragmáticos partem dos resultados das experiências eficientes para estabelecer suas razões como verdades relativas a esses resultados. Os resultados são o ponto de partida para as explicações definitivas, e a verdade das explicações definitivas se estabelece quando elas servem para montar uma metodologia, que permita repetir os mesmos fenômenos de modo controlado.

Filósofos pragmáticos não necessitam usar recursos emocionais na comunicação. O Pragmatismo é Objetivo em relação aos resultados das ações subjetivas que possam ser repetidas de modo controlado pela Consciência.

O Intelectual prático em lógica razoável, mas que não têm base científica, aceitando o pouco provável, costuma usar recursos emocionais como a beleza da flor, a eficiência do motor e a beleza de sentimento que é o amor como reforço de seus argumentos. Intelectuais não Pragmáticos usam recursos emocionais. O que for pouco provável e mesmo improvável pode ser aceito pelos intelectualmente imaturos e “emocionais”, que são a maioria em uma sociedade. 60% no Primeiro Mundo. 75% no Terceiro Mundo.

Os intelectuais psicologicamente maduros exigem provas para aceitação das informações. O Homem maduro sabe conviver com as incertezas, e não busca Crenças como compensação para as incertezas.

Os imaturos não são aceitos pelos psicologicamente maduros e vice-versa, há desarmonia quando o grupo é heterogêneo no que diz respeito ao treinamento dos processos de lógica razoável e formal, e conforme a explicação anterior há um choque de realidades.

Por essa razão um orientador de um grupo que pretenda evoluir mentalmente como grupo, deve ser psicologicamente maduro, e que tenha Conhecimento decorrente da experiência prática, para ter condições de ajudar os demais no amadurecimento que só o conhecimento traz. Se não for assim, se a escolha da direção for por outros motivos, o grupo estaciona, por falta das práticas que tenham resultados evidentes por serem eficientes.

 

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista em Fisiologia (Bioenergética e Órgãos dos Sentidos) USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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