04 – Consciência, Inteligência e Realidade

04 – Consciência, Inteligência e Realidade

Consciência, Inteligência e Realidade (04/18)

 

          Resumindo, a Consciência é um campo de energia que tem inteligência e poder de ação. Esse poder de ação Inteligente se manifesta quando a Consciência está ligada a um Sistema Nervoso que dá suporte físico à suas ações. A ação inteligente da Consciência depende de um banco de dados e informações, de um treinamento no sentido de que os enfoques Mentais sejam lógicos, razoáveis e prováveis, e ainda da existência de uma fonte de energia vital a ser convertida em energia de mais alta frequência de tal modo que possa influir na Energia Quântica e na matéria.

          A evolução de uma Consciência no sentido de manipular energia e aumentar o nível de percepção depende do uso que ela faz da faculdade de ser inteligente. Todos nós começamos como seres instintivos que dispõem de reflexos inatos. Adquirimos reflexos a serem automatizados na medida em que recebemos estímulos e experimentamos movimentos, dando respostas aos estímulos do ambiente e gerando condicionamentos relativos às respostas bem sucedidas. Exercitamos assim a inteligência básica para sobrevivência até o final da vida. A partir de algum momento exercitamos os sentimentos e as emoções, que são desenvolvidos a partir dos estímulos no lar, e nos contatos no ambiente fora do lar. Nossas emoções são as bases psíquicas das reações, da forma como expressamos respostas aos sentimentos,  e manifestamos o que denominamos de nosso Temperamento.

          O Temperamento é resultante das respostas neurológicas e glandulares aos estímulos e é determinado pelo patrimônio genético. O Temperamento pode ser controlado pela Consciência através da Inteligência que seleciona as respostas mais favoráveis aos relacionamentos, mas essas deduções começam efetivamente aos quatro anos de idade. A partir dos sete anos a criança começa o processo de raciocínio lógico básico que pode evoluir para o tipo de raciocínio de adulto, quando se associam as induções às deduções primárias.

          Mantendo os instintos básicos, e desenvolvendo o controle das emoções pelo desenvolvimento da razoabilidade e ainda, desenvolvendo o processo de raciocínio lógico em cima de dados e informações recebidas, amadurecemos quando conseguimos sair da imaginação dominada pela fantasia para iniciar o processo de imaginação criativa, controlada pelo bom senso, que separa o que é lógico razoável e provável do que seja pouco provável e mesmo improvável.

          Somos maduros na medida em que aprendemos a conviver com as incertezas, e passamos a procurar certezas no que esteja científica e corretamente comprovado. Amadurecemos mais ainda se formos capazes de fazer abstrações a partir de razões que se contraponham, evitando emoções, e buscando a verdade no resultado de nossas experiências pessoais, na verificação do resultado das experiências de terceiros confiáveis, e repetindo as mesmas sempre que possível para ter certezas.

          Pessoas que mantém o instinto, as intuições, os sentimentos, as emoções, mas a imaginação é baseada em fantasias, são imaturos. O raciocínio lógico dos imaturos é básico, faltam informações e treinamento no processo da razão lógica que busca o que seja razoável, e falta percepção para distinguir a diferença que há entre o que é provável do que seja pouco provável e mesmo improvável.

          A imaturidade se deve à falta de dados e informações para serem trabalhados pelo intelecto, e pode faltar treinamento para usá-las. Assim sendo os imaturos são sujeitos às informações de terceiros que garantam certezas. Predomina a dúvida e o medo que escraviza. Esse é um prato feito para a mídia, políticos em geral, sociais, religiosos e banqueiros, que dispõem de sujeitos, não de indivíduos, para manipulação mental.

          Os Imaturos estão sempre em busca de quem lhes dê certezas, e por essa razão, são sujeitos às pessoas de personalidade forte que deem algum tipo de certeza, mesmo que essas “certezas” sejam baseadas em raciocínios lógicos, até razoáveis, mas pouco prováveis e até improváveis. São os 70% da humanidade que se contenta com subjetividades fantasiadas e constituem a massa humana que sustenta as lideranças políticas, sejam sociais e ou religiosas. Essa é a razão da extensão dos votos aos menos capazes a título de cidadania de um lado, e da ideia de que a Salvação da Alma é feita por um gesto de aceitação de um doutrinador, e de sua doutrina tirada do que ele foi capaz de entender nas ideias de outro.

          Os que são mais capazes, com pensamento até direto concreto e objetivo, com formação em alguma área do conhecimento humano, também não raciocinam a respeito desses aspectos subjetivos relativos ao psiquismo, devido à falta de informações adequadas, às sugestões programadas desde a infância, constituindo Engramas, e do tipo e treinamento condicionador feito a partir da adolescência.

          O treinamento do raciocínio lógico, com avaliação da razoabilidade, e da avaliação da probabilidade da informação ser correta e provável, desenvolve a habilidade de discernimento na conotação de dados e informações.  Essas condições permitem a elaboração de raciocínios, que produzam pensamentos complexos com facilidade para abstrações. Geralmente, mas nem sempre, isso ocorre em Faculdades e Seminários, pela falta de inteligências mais preparadas no nível colegial, pois no colegial, os mentores são selecionados entre os que se dispõem ao baixo salário, e nas Faculdades e Seminários, a maior parte das vezes, a diretoria e o corpo docente, pelas escolhas de conveniência, ou, indicações políticas sociais e ou religiosas.

          O psiquismo que se desenvolva construindo uma realidade pessoal, onde predomine o Bom Senso baseado em dados e informações seguras, caracterizam o indivíduo maduro. Estes são livres das influências psicológicas dos discursos baseados em fantasias, ajudadas por metáforas e alegorias, próprios dos demagogos profissionais.

          Esse treinamento contínuo que a inteligência faz, quando está sempre pronta para colher informação nova, ordenando-as no banco de memória, analisando, avaliando, e questionando as suas validades, favorece o desenvolvimento do entendimento como processo de percepção do sentido lógico de cada informação recebida, e avalia a perspectiva usada na transmissão da informação bem como o nível de razoabilidade para compreensão.

          Com esse treinamento do tipo intelectual avançado, também podemos fazer mudanças nas perspectivas usadas, a fim de se verificar a possibilidade de outros tipos de enfoques para entendimento e compreensão de uma ou mais informações. Assim podemos estabelecer a idéia de relatividade, que impede que o indivíduo seja intelectualmente bitolado pelo enfoque mental causado por uma determinada perspectiva, que queiram impor, sempre a respeito de determinado assunto, que pode até ser imposto como mistério.

          Concluindo:- Em diferentes cérebros há diferentes níveis de informação. Há diferentes níveis de treinamento do processo lógico. Há diferentes níveis de entendimento e compreensão. Como a compreensão determina o rumo da percepção e o nível de percepção determina o nível de Conscientização, dificilmente encontramos dois cérebros com o mesmo nível de Consciência, mesmo que tenham o mesmo nível de informação. Alberto Barbosa Pinto Dias, Especialista, USP – 55.

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