04º – Aprender e saber – Um capítulo só em quatro etapas

04º – Aprender e saber – Um capítulo só em quatro etapas

04º – Aprender e saber – Um capítulo só em quatro etapas

(… Continuação)

A questão mais evidente é o fato de que todos os supostos intelectuais que assumem a liderança de um sistema organizado, dos quais dependem financeiramente, se vêm obrigados a obedecer às normas princípios, dogmas, fundamentos e rituais que sustentam as crenças do sistema. São as restrições que eles mesmos se impõem ao aceitar os cargos e funções nesses sistemas.

Durante a maioria das reuniões em sistemas organizados com bases místicas, alguns estão despertos e atuantes e os demais dormem de olhos abertos. Um discursa e a maioria não escuta. As raras exceções que escutam, questionam, mas aí é o palestrante que não ouve, ou, não entende a outra perspectiva, e as respostas são evasivas, ou, se inteligentes, com crenças conciliadoras.

O mais ridículo é observar indivíduos discursando, com posturas imponentes, em câmaras oficiais quase vazias, um discurso escrito por terceiros que são pagos para isso. Quando há interesses em jogo, muitos falam e poucos escutam porque estão se preparando para ignorar, ou, para dizer o muito pelo contrário. Observem o Congresso Nacional.

A classe média, que produz no Brasil, e paga os salários dos funcionários de todos os níveis, joga fora milhões de divisas com essas pessoas, porque, sendo eles muitos, a responsabilidade fica diluída, e os crimes são blindados pela maioria que não quer mudanças.

É um manifesto complexo de reação a um sentimento de inferioridade, ou, uma hipocrisia manifesta com motivos escusos, todos estudados em psicologia. O que fazer para resolver isso?

É necessário que se faça um exame obrigatório para medir o nível intelectual dos candidatos a cargos e funções oficiais. Poucos e bons intelectuais pragmáticos e profissionais técnicos, para que sejam eleitos os que sabem fazer, eliminando os faladores profissionais que vendem promessas.

Nos sistemas organizados de forma arbitrária, que pretendem ensinar disciplinas de ciências exatas e humanas, ou os que pretendem ensinar os padrões de comportamento de moral e ética mais convenientes, com ou sem filosofias convertidas em religiões, é preciso diminuir as pressões e tensões, mantidas por um condicionamento mental, que domina as lideranças de qualquer tipo de organização ou sistema estruturado de forma arbitrária, desarticulando a rigidez de personalidades estruturadas à base de normas princípios, dogmas, fundamentos e estatutos, e opiniões baseadas em suposições construídas a base de pressuposições.

No dia a dia somos consciências que se manifestam através de enfoques mentais, quase sempre associados a sentimentos provocados e a emoções produzidas. Nossa realidade pessoal construída a base de crenças, a maioria das vezes limitantes por falta de mais esclarecimentos, nos dá uma falsa idéia da realidade de outras pessoas, o que resulta em discordâncias e discórdias, gerando conflitos abertos, ou, mascarados pelas conveniências, e ou, hipocrisias, que impedem os políticos sociais e religiosos, de qualquer segmento, de serem justos e retos.

Todos nós somos bons ou maus, dependendo das circunstâncias, e somos imaginativos, portanto nossa realidade quase sempre opera com enfoques mentais negativos que surgem em nossa imaginação, projetados por nós, como se fora dos demais, e diante dos demais. Por essa razão a validade do ditado “evitem a aparência do mal”, do mestre Jesus.

O trabalho em qualquer tipo de escola, de qualquer nível, deveria proporcionar experiências aos alunos, a fim de que os resultados eficientes permitam que cada um pense e estruture a sua própria realidade baseada em fatos, e não em suposições baseadas em pressuposições, muito a gosto dos vendedores de promessas.

Se os resultados objetivos de experiências, que são conduzidas de modo cientificamente dosado, são verdades relativas ao nível de dados e informações disponíveis em uma época, também são possíveis os raciocínios que levam pessoas a oferecer como verdades absolutas, simples afirmações que não passam de suposições baseadas em pressuposições.

A Ignorância é o maior desafio da humanidade, e há conseqüências possíveis em qualquer cultura, pois os 70% da população de qualquer cultura são ignorantes o suficiente para ser sugestionada pelos 30% que pensam de modo concreto direto e objetivo. A maioria destes últimos foi programada desde a infância a usar dois caminhos filosóficos diferentes para dirigir o pensamento, daí a ambiguidade de posturas, e só uma minoria tem condição de discernimento das diferenças entre os dois.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP. 1955.

[vc_row full_width="" parallax="" parallax_image=""][vc_column width="1/1"][vc_facebook type="standard"][/vc_column][/vc_row]

Postado em : Conhecimento X Cultura

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.