03º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

03º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

Ser Indivíduo ou Ser Sujeito?

O cérebro humano é um computador maravilhoso. Desenvolve-se a partir de instintos inatos e é capaz de percepções intuitivas para sobrevivência na medida em que desenvolve mais pontos de referência com inteligibilidade, sempre associados com sentimentos e emoções.

As informações, que provém do meio ambiente, podem ser percebidas através dos órgãos dos sentidos, ou, diretamente de cérebro a cérebro. As informações objetivas diretas visuais e auditivas são processadas através de símbolos. Palavras, gestos e atitudes são símbolos conjugados que o cérebro processa para ter algum tipo de transmissão, e gerar recepção com percepção quando os símbolos tiverem o mesmo significado e valor para toda uma mesma comunidade cultural.

Assim sendo, tomamos Consciência de informações percebidas de modo simples, ou de informações complexas que exigem percepções refinadas. A Conscientização depende de perceber os sinais vindos do exterior, decodificá-los e perceber o significado dos mesmos.

Os pensamentos resultantes são abstrações que cada um faz, em função do nível de decodificação, e do nível de percepção que tenha em relação aos símbolos. Quanto mais informações anteriormente conscientizadas, e armazenadas, maior é o potencial de dados para o nível de imaginação de que disponha, e conseguintemente de percepções possíveis.

Entre humanos a comunicação depende do nível de codificação que o indivíduo tem ao se comunicar, e do nível de decodificação que os demais tenham ao receber. Quem fala ou escreve codifica de modo mais claro ou não, dependendo de quem lê. Quando as escrituras não são bem claras, a leitura das mesmas feitas por diferentes indivíduos podem resultar em diferentes decodificações. Assim é com a Bíblia.

Os Batistas, seita cristã em que seus princípios básicos, que regulamentam as Crenças, são mais realistas ao dar liberdade de interpretação das escrituras aos seus adeptos. Isso está explícito em um dos princípios dos Batistas, se bem que há líderes e dirigentes, bem como muitos adeptos, que ignoram esse princípio, e querem fazer prevalecer o seu próprio nível de percepção, como se fossem autoridades baseadas em experiências e não somente em informações.

Some-se a isso o fator emocional-egóico que pode favorecer distorções em detrimento da razão que sempre deve ser lógica, razoável e principalmente provável. Quando algo é passado por tradição oral, ou escrita, o analista tem que levar em conta a variação semântica através dos tempos.

A maioria se esquece de que as coisas que foram ditas pelo senhor Jesus, e escritas há pelo menos 2.000 anos passados, por pessoas que tinham um nível de Consciência relativo aos dos discípulos em sua época, escrevendo para pessoas que talvez tivessem um nível de Consciência, por suposição, relativamente menos esclarecido do que o dos discípulos. Estes por sua vez, pelo que escreveram, demonstraram um nível de percepção que coincide no máximo 60% entre eles.

Toda autoridade que procede de um jogo político, seja social ou religioso, é função de uma codificação de regras, normas, princípios, dogmas e ou fundamentos que estruturam Sistemas Organizados de forma arbitrária, e que sejam aceitos por uma maioria. Isso não significa que uma maioria sempre esteja certa em seu nível de entendimento, que depende do nível de informações da época.

Reagir à dominação da autoridade, ou não, depende da capacidade de cada indivíduo saber, ou não, mudar perspectivas ao fazer a decodificação do código de regras usado pela hierarquia que represente o autoritarismo em questão.

Tudo vai depender da extensão em que a percepção esteja distorcida, ou pela codificação autoritária, ou pela decodificação de quem a recebe. Geralmente a finalidade da codificação autoritária, é poder condicionar os sujeitos, física e mentalmente, principalmente crianças de menos do que sete anos, adolescentes e adultos mal informados e psicologicamente imaturos, mais evidentes, por exemplo, na codificação relativa aos condicionamentos da “ordem unida”.

É assim que há homens que se submetem às pressões de outros, que podem até ser fracos e vacilantes em seus conceitos, mas que compensam a insegurança com agressividade e prepotência. Há instituições que são modelares nesse sentido, como nas Presidências de países, e são mais evidentes nos ditadores, e naqueles que ainda pretendem ser.

Geralmente os líderes que têm alguma autoridade, bem como os que se submetem a esse tipo de autoridade, consideram a obediência uma virtude.

Os que pensam de modo livre, e não aceitam qualquer tipo de dominação, podem ser vistos como rebeldes, de pouca virtude, e até como maus indivíduos, por apenas expressarem seus pensamentos sob outras perspectivas.

No Islam é morte certa questionar. Nas ditaduras socialistas também pode ser morte certa, como no Stalinismo e no Fidelismo, com executores sádicos, que a mídia dirigida endeusa pós-morte.

Se a autoridade implica em superioridade e inferioridade, a liberdade de pensamento implica em igualdade. A autoridade só existe quando um homem dá autoridade a outro, e o obedece.

A obediência pode ser por haver maior ignorância, ou por anuência, e também por interesses pessoais, e neste caso pode ser em curto prazo, pois as pulgas sempre abandonam um cachorro morto ou moribundo.

A liberdade só existe quando nenhum homem tem que obedecer a outro, mas o diálogo é de igual para igual, predominando a razão mais razoável e provável.

O nível de entendimento e compreensão entre pessoas, na maioria das vezes difere. O melhor para os intelectuais de mente aberta para as abstrações e mudanças de perspectivas, denominados de Lono, ou se forem pragmáticos denominados de Kane, de acordo com o Código da Huna, é trocarem ideias entre si.

Devem evitar a troca de ideias com os “emocionais”, que os havaianos por tradição oral denominavam de Ku, limitados, concretos diretos e objetivos, com dificuldades para abstrações e mudanças de perspectivas.

Se a autoridade existe, as hierarquias e castas existem. Se a liberdade existe, a irmandade existe. Se não há irmandade não há liberdade, e daí as atitudes impróprias observadas da parte de quem ”se julga com alguma autoridade sugerida”.

Mesmo em relação aos Evangelhos de Jesus que sugerem que a Verdade é Libertária, há os líderes emocionais que querem prevalecer de suas posições. O que dizer então dos seguidores de diferentes filosofias sociais e de seus Partidos e ou facções, a serem impostas por suposições baseadas em pressuposições, e imposturas através das inverdades?

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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Postado em : Educação

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