03º – Realidades

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REALIDADES – 3

Deus como necessidade psíquica na Realidade Pessoal em diferentes culturas, pode ser O Deus Único, Onisciente, Onipotente e Onipresente, recebendo diferentes rótulos como Jeová, Alá, Brahma etc. No entanto, em uma determinada cultura, poderia não ser reconhecido como O Deus Único somente porque leva o rótulo usado em outra cultura.

Curiosamente eu falei em Jeová, em uma oração feita em uma igreja Batista, e o pregador me advertiu para que eu não usasse Jeová, pois era entendido como o Deus dos Judeus. Espantei-me, pois os Batistas consideram indispensável o Velho Testamento, apesar de que o Senhor Jesus o ter dispensado, mudando a era da Lei e suas consequências, para a Era da Graça.

Parece ser uma guerra de marketing entre seitas e religiões para dominação de uma massa humana que tem dificuldades em se informar, aculturar e mesmo de pensar. Devido a isso diferentes religiões forjadas em diferentes realidades psíquico-religiosas, podem levar dois grupos religiosos a se enfrentar pelas armas, ainda que os motivos apresentados ocultem as verdadeiras razões, tais como seja:- deter o Poder e suas consequências de fundo territorial, econômico e financeiro.

A História Universal exemplifica bem, sejam com as cruzadas, as  invasões otomanas, inquisições, nazismo, sionismo, ou intifadas. Na atualidade o Estado Islâmico em função das ações de um Capitalismo desenfreado.

Em algumas culturas além do Deus maior, abstrato, que satisfaz as Realidades Pessoais das pessoas que pensam de modo abstrato, há o Homem divino, ou divinizado, o qual serve de modo objetivo como padrão filosófico e de comportamento moral e ético para a Realidade Pessoal daqueles que pensam de modo concreto direto e objetivo.

Como a maioria de uma população não pensa de modo abstrato e as pessoas têm dificuldade de pensar, mesmo em bases concretas, há uma miríade de “deuses” menores que satisfazem as necessidades e as carências humanas da Realidade Pessoal onde predomine as fantasias do pensamento infantil.

É assim no Hinduísmo, por exemplo, onde Brahman é o Deus abstrato, e Krishina o homem divino, e mais a miríade de deuses relativos às qualidades humanas almejadas.

No Catolicismo, os “deuses” menores são substituídos em sua função pelos inúmeros Santos, além dos anjos e seres afins.

O monoteísmo dos Judeus é menos abstrato do que a idéia de Bramam dos Hindus, pois, como já foi argumentado, o Deus judaico tem 72 nomes, a serem invocados de acordo com a ocasião e a necessidade humana. Um nome para cada caso de Realidade Pessoal momentânea, ou, permanente. E ainda  esperam um Messias, um homem divinizado, que resolva os problemas diretos, concretos e objetivos.

Também é devido a isso que muitas vezes, dentro de um mesmo ambiente onde se processe um mesmo tipo de crença, ou, disciplina como filosofia de vida, há desentendimentos e desarmonias quanto aos diferentes aspectos de uma mesma Realidade ideal sugerida em um grupo heterogêneo quanto ao nível cultural, e a pluralidade de Realidades Pessoais.

Isto é o resultado de elaborarem argumentos, ora defendendo textos ao pé da letra e ora defendendo o contexto e não o texto. O malabarismo verbal entre texto e contexto visa favorecer os fundamentos impostos para que se manifeste o poder e os interesses de uma liderança já estabelecida, e o afastamento de outras cabeças pensantes, que percebam sob outras perspectivas por estarem em outras Realidades.

Traduções partindo de uma língua com escrita sagrada, ou não, onde não há artigo definido, numerais, e outras condições de expressão, sugerem uma bela discussão entre o que seria “ressurreição da carne” e o que poderia ser “ressurreição na carne”.

Jesus deixou claro quando disse: “Elias já voltou e não o reconheceram e fizeram dele o que quiseram…”.  Há lógica na referência de Jesus à ressurreição de Elias no corpo (na carne) de João Batista, como consta nos Evangelhos, com maior lógica e possibilidade do que ressurreição “das carnes”.

 No entanto o arrazoado dos resusreicionistas seria: “Para Deus tudo é possível!”, e sem dúvidas, em todos os sentidos, até para reencarnação dos que um dia já foram encarnados, uma vez que o corpo é apenas um veículo de uma Consciência, que, sendo Integrada em seus Três aspectos e Íntegra, como Campo de Energia superior aos quanta, pode ser Eterno.

É por esta razão que devemos considerar que haja a inteira liberdade de consciência e de atuação pessoal, para que cada um desenvolva sua Consciência em seu próprio ritmo, passando do instinto de posse e domínio de territorialidade, para através da evolução da Consciência, alcançar a consideração e respeito ao próximo, e desta para o entendimento intelectual dos processos mentais, e finalmente com a possibilidade de atuação em nível Espiritual.

Espiritualidade é uma Condição de Consciência que decidiu ser Criativa e Construtiva, como se supõe que a Divindade seja; e honesta, pura, limpa, boa e positiva como convém ser em relação aos seus semelhantes.

É a evolução do psiquismo para evolução com espiritualidade. Não foi em vão que o Apóstolo Paulo afirmou: “mas o homem espiritual tudo discerne, mas não é discernido pelos demais”.

Resta-nos a percepção de que se observarmos os princípios da atenção na concentração, da introspeção, da meditação e da contemplação, verificaremos que eles servem para que haja harmonia pelo entendimento e compreensão entre todas as pessoas, principalmente entre aquelas com quem convive e com as que estão próximas, no lar, como vizinhos, nos ambientes de trabalho e de devoção ou de lazer.

É dentro dessa harmonia que todas as Consciências possam manifestar-se para o bem da coletividade. “Que o maior sirva o menor” (J.C.) compreende “que o maior respeite a falta de entendimento do menor”, que um dia, ainda possa ser iluminado, nesta ou em outra vida (?), ele chega lá.

As Realidades levam para as Atualidades, quando as pessoas aceitam considerar os novos dados e as novas informações. Quando uma Realidade é entendida, aprendida e compreendida por uma maioria em um grupo, aquilo que é bom e Subjetivo torna-se Objetivo, e há criatividade e progresso em todos os sentidos. As evoluções mentais, intelectuais e espirituais são “evoluções possíveis ao homem de Boa Vontade”, uma vez que a evolução física parece estar estável.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista, USP- 1955.

diasmind@uol.com.br

 

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