Para Percepção do Essencial Relativo ao Psiquismo III

Para Percepção do Essencial Relativo ao Psiquismo III

Para Percepção do Essencial Relativo ao Psiquismo

O Amor- É um Sentimento e uma Emoção ao mesmo tempo. Sentimento é o resultado de uma impressão que vem de fora para dentro do Ego e atinge o Sistema Límbico e o Eu mais profundo. Emoção é o fruto da elaboração de um sentimento, e é o que se sente de dentro para fora, na direção de um ou mais indivíduos.

O amor é orientado para o crescimento e para o desenvolvimento, enquanto que o desamor leva ao medo, à insegurança, à violência que é agressividade restritiva e repressiva, quando já não é possessiva e destrutiva.

O chamado para o Amor é muito prático e objetivo. Se um indivíduo quer sentir segurança com reforço de Ego, crescer socialmente com menos autoconflito e menos tendência a ter conflito com os demais, e se desenvolver psiquicamente, pratique o Amor. Ame-se o suficiente para dar amor, e em proporção ao grau de sua prática crescerá e se desenvolverá, apreciando a vida.

Quando o amor é compartilhado entre dois, ou mais, no caso de ser fraterno, incentivará o crescimento, e a felicidade, e esse é o teste de eficiência se há amor. Quando o Amor é unilateral, só o indivíduo que ama cresce subjetivamente, apesar dos demais. Talvez por essa razão o amor incondicional pregado pelo senhor Jesus.

As emoções são vistas como um crescimento do fluxo de Energia pelo corpo, mas o que determina a qualidade do fluxo são os pensamentos que o acompanham. Uma mudança de pensamentos muda a qualidade do fluxo e da emoção que o indivíduo experimenta. O amor ao próximo causa um fluxo de energia que pode curar. O desamor pode adoecer e matar.

Relatividade- O Homem pensa e julga fazendo comparações. Portanto, nada pode ser descrito ou experimentado se não for comparando com alguma outra coisa. Nada é absoluto no mundo de nossa percepção, porquanto tudo é relativo a alguma outra coisa.

O Homem é finito, e não tem como perceber o infinito. Assim sendo o homem somente percebe uma porção da Verdade, e essa porção da Verdade que ele pode perceber, depende inteiramente de seu Sistema de Crenças.

À medida que o Homem vive e tem mais experiências, muda suas crenças e muda a suas verdades, e com isso muda sua Realidade Pessoal.

A percepção da verdade depende do Estado Mental, pois com alterações do estado mental, muda seu nível de percepção e consequentemente o nível de sua conscientização. Toda verdade é relativa à sua percepção em um momento específico e sob alguma perspectiva.

O significado de uma informação depende da perspectiva de quem a transmite, e assim, o entendimento é relativo a essa perspectiva, e se o entendimento é relativo a uma perspectiva, a verdade apresentada é relativa à perspectiva usada.

Como em cada ambiente pode ser usada uma perspectiva diferente para um mesmo assunto, a compreensão final depende de uma análise para avaliação de qual perspectiva leva à percepção do que seja mais razoável e provável, e a avaliação do ambiente em que a pessoa a encontre por comparação com os demais.

Geralmente, só o que funciona é verdadeiro.

Assim como toda Autoridade depende de quem se ache superior, diante de quem se ache inferior, também o entendimento das verdades relativas, depende do nível de percepção e de conscientização de quem as julga. O nível de percepção depende do nível da capacidade de imaginação.

Não há entendimento, ou seja, percepção dos significados de uma informação sem os seus relacionamentos, da mesma forma que o significado de uma palavra, como símbolo, só tem valor em um contexto.

É evidente que um mesmo contexto lido por diferentes indivíduos, produz percepções e entendimentos diferentes, e, portanto, diferentes níveis de conscientização, pois esta depende da bagagem cultural anterior e do nível de desenvolvimento no processo de raciocínio.

Alguns, com predominância de pensamento direto concreto e objetivo, se conscientizam ao pé da letra, e fazem abstrações dentro do entendimento obtido sob essa perspectiva.

Por essa razão, sabiamente, as pessoas que organizaram os princípios que regem a conduta dos que seguem a seita Batista, colocaram um princípio que aponta para a liberdade de Consciências na interpretação das escrituras sagradas. Nem todos os líderes da seita Batista entendem isso, e querem impingir o seu próprio nível de entendimento.

Pessoas, que têm crenças associadas às convicções rígidas, são rígidas em seus pensamentos e atitudes e não aceitam crenças Conciliatórias. Estas pessoas só progridem no sentido da conscientização se puderem viver entre os intelectuais que desenvolvam abstrações que possam esclarecer a necessidade de serem flexíveis, e mais, que eles, os intelectuais, consigam ser ouvidos a esse respeito.

Assim sendo a progressão no crescimento do psiquismo se faz na linha do tempo individual com: Instinto e reflexos inatos, reflexos adquiridos, sentimentos e emoções, intuições, desenvolvimento da racionalidade, primeiro dedutiva, depois indutiva com percepção do que seja lógico e razoável, e depois com a percepção da diferença que há entre o que seja provável e o que seja pouco provável e mesmo improvável.

Então há o desenvolvimento do pensamento direto concreto e objetivo, partindo depois para as abstrações, que são mais uma etapa a ser conquistada e exige flexibilidade de atitudes em pensamentos e ações.

Assim sendo, há pessoas em quem predominam os pensamentos abstratos. Pessoas em quem predominam os pensamentos concretos diretos e objetivos. Pessoas em quem predominam os pensamentos baseados em fantasias, o que pode caracterizar a imaturidade psicológica.

Todas as grandes religiões, grandes no sentido do número de adeptos, cuidam de oferecer um Deus abstrato aos de pensamento predominantemente abstrato.

Um ou mais homens divinos, ou, divinizados, aos de pensamento predominantemente concreto. Uma miríade de deuses, santos, anjos e seres a fins, para os imaturos.

O equilíbrio e o discernimento nos julgamentos, provenientes dos raciocínios analíticos, coroam o Bom Senso e a presença de um “espírito santo”.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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