03º –  Os Curadores

03º – Os Curadores

OS CURADORES

 Há curadores que equilibram a energia vital no nível físico. Há curadores que equilibram a energia no nível das emoções. Há curadores que interferem no nível da consciência, outros interferem no nível mental e outros ainda que agem no nível espiritual. A questão é acertar em um dado momento o curador certo para certa causa, enquanto a doença não passe a ser enfermidade. Quando depois dos sintomas já há lesões é mais difícil o retorno.

Alguns curadores usam substâncias químicas que agem nas condições fisiológicas, obedecendo às Leis Relativas, que são estabelecidas pela pesquisa. Assim são os Médicos Formados em Medicina.

Há curadores que usam as substâncias químicas a partir de ervas, usando conhecimentos empíricos passados pela tradição cultural. Há outros curadores que usam as palavras para interferir nos processos da consciência, como na psicologia e na sugestologia, sendo que alguns curadores são intuitivos naturais.

Outros são presos aos procedimentos desenvolvidos a partir de uma das quatro principais Potências de Psicologia. Estes últimos dispõem de linhas de pensamento e de conduta, encontradas nas Linhas de Conduta de Freud, Skinner, Jung, no Humanismo, e na moderna Psicologia Transpessoal.

Na ação dos xamãs e dos muitos conselheiros espirituais e religiosos, além das palavras sugestivas, pode haver algum tipo de impressionismo em relação aos sentidos e às emoções. Há curadores que interferem diretamente, sem palavras, mente a mente, de consciência para consciência, com ou sem toque, próximos ou à distância.

Geralmente, mas nem sempre, os curadores são pessoas que apresentam desenvolvida a inteligência intrapessoal bem como a inteligência interpessoal de modo natural, e na maioria das vezes agem de modo intuitivo. Também deve ser considerada a possibilidade de influência subjetiva direta de cérebro a cérebro, defendida, e com razão, na Psicologia Transpessoal.

Jesus, por exemplo, demonstrou que era um curador por excelência, e de certa maneira manifestou taxativamente que todos são curadores, manifestos ou em potencial, quando afirmou, segundo o Evangelho de João Capitulo 14, v.12: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim (nas minhas instruções) também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas”. Se não fazem… Conclua você mesmo, pois Jesus ensinou a doutrina cristã em dois níveis. Um nível mais simples por parábolas ao povo em geral, e um nível mais elevado e reservado aos discípulos. Aonde foram parar essas instruções reservadas? Estariam no Vaticano?

Como consequência nós temos registros de que alguns dos discípulos, mas não todos, procederam “curas” e outras habilidades psíquicas.

Pela medida de Jesus, todas as pessoas nascem com essa habilidade, supostamente porque trariam em si o “Sopro Divino”, ou, o Pai em nós, “O Pai que em mim opera as Obras”. “Se vós credes no que vos digo, Eu (Mental) e o Pai (Espírito como Consciência manifesta) estaremos contigo”. As palavras de Jesus (suas idéias e pensamentos) nos dão o enfoque da Mente do Cristo, quanto à integração entre Ego, Id e Superego. Uhane, Unihipili e Aumakua do xamanismo polinésio e havaiano.

A personalidade só é integrada pela percepção e aceitação de uma verdade: A Consciência é trina e é preciso integrar os três aspectos da Consciência.

Para Ser curador, ao que parece, é uma questão de ter algum tipo de atitude de início que leve à integração dos três aspectos Consciência, e depois, possuir um “sistema”, ou, “ferramentas metodológicas”, que viabilizem o processo.

Para seguir as atitudes de Jesus, é preciso ter um bom senso de ética e um desenvolvido e desinteressado amor ao próximo. Para simplesmente pregar as idéias de Jesus, segundo Mateus, essa também deveria ser a atitude.

Tudo leva a crer que Jesus, em algum momento entre os doze e os trinta anos, em algum lugar, possivelmente em Salem, localidade próxima à Nazaré, aprendeu os princípios da Huna, com modificações apresentadas pela Ordem de Melquisedeque. Seu fundador viveu há 2.700 anos a.C. Vide: Hebreus. Cap. 5, 6, 7.

As evidências mostram que é possível ter outros tipos de atitudes com ética, seja dentro de uma ética religiosa, ou, apenas filosófica, uma vez que o “Sopro Divino”, se existe, existe desde “Adão” e, é como um princípio de formação da humanidade. Há curadores em todas as culturas e em todas as religiões e até mesmo entre ateus.

Para justificar o poder de ajudar doentes, observado em muitas pessoas, mas ausentes nos pregadores religiosos, os fanáticos atribuem esta qualidade à ajuda recebida do “mal”. O mundo é para uma pessoa, o que a pessoa acredita que ele seja; O que você pensa que é a verdade, é a verdade relativa para você!

Qualquer crença limitante, que o faça adepto, é um atraso na evolução da sua própria Espiritualidade, pois toda inclusão com limites, é uma exclusão das demais possibilidades que o Universo nos oferece para entendimento compreensão e utilização.

Além da atitude ética que mantém a paz na consciência, é preciso ter um tipo de procedimento que funcione como ferramenta. O procedimento pode ser intuitivo ou ainda aprendido, mas o fundamental é que se alguém se desenvolveu intuitivamente, ou, aprendeu um tipo de procedimento eficiente, que esse alguém proceda sempre da mesma maneira lembrando-se do sucesso anterior como ponto de referência.

Se isto o faz diferente dos demais, que de alguma maneira se achem mais entendidos, não dê importância, pois o enfoque mental com convicção e a expectativa de sucesso é que geram as habilidades psíquicas, e não são as hipóteses e as Filosofias desenvolvidas a partir das explicações dadas aos fenômenos.

Observamos que os curadores que usam procedimentos considerados como “mágicos”, ensinam seus filhos desde a idade de quatro anos, fixando assim no subconsciente dos mesmos algum tipo de ferramenta psíquica, algum circuito neurológico eficaz, antes mesmo que eles comecem a raciocinar.

O que aprendeu a fazer na fase infantil está protegido do raciocínio baseado em crenças limitantes, que coloca dúvidas inibidoras naquele que aprendeu e acreditou em outras informações e crenças sugeridas posteriormente à fase infantil.

O maior problema é que quem sabe fazer, faz; quem não sabe fazer, gosta de dar explicações; quem não faz nem explica, quer mandar, ou no mínimo liderar. Isto vale para todos os Sistemas Organizados de forma arbitrária e suas hierarquias também arbitrárias em sua forma de Ascenso.

O Consciente (Uhane)* é lógico e falador. É fraco se não tiver a ajuda do Subconsciente que é silencioso e forte (Unihipili)*, pois ele é a fonte de todas as informações impressas na memória, e é o substrato dos “programas” de energia vital e de equilíbrio das funções vitais. O Consciente e o Subconsciente perfeitamente integrados disparam os mecanismos de ação do Supraconsciente, ou, Superconsciente (Aumakua)*. (* Termos xamânicos polinésios de há 12.000 anos).

Com base nessas idéias, que tem origem em fatos de observação, na experiência pessoal e na experiência de terceiros, é possível acreditar que todos são curadores latentes quando já não estão atualizados. O que pode dificultar a ação são as crenças programadas erroneamente, estabelecendo LIMITAÇÕES Psicológicas, que funcionam como barreira para os pensamentos intuitivos.

Não é fácil esclarecer pessoas que defendem suas idéias, ou, crenças publicamente e que ocupem posições hierárquicas em alguma organização e, principalmente se obtém alguma vantagem da organização, mesmo que seja apenas honorária.

Os pensamentos delas seguem os Engramas estabelecidos como  bitolas.

Na medicina oficial e tradicional, os curadores devem aprender anatomia, histologia, citologia, fisiologia, farmacologia, bioquímica, práticas médicas etc., como informação e depois fazer residência médica para desenvolver a formação como “curador”. Na primeira fase armazenam informações objetivas e na segunda fase associam o lado objetivo com o lado subjetivo da percepção (intuição), no diagnóstico e no prognóstico. Quando conseguem se completar, tratam dos sintomas e dos 10% das doenças que se tornaram orgânicas, ou seja, enfermidades de observação objetiva.

Seria muito válido se os médicos aprendessem a usar os recursos psíquicos de desenvolvimento de intuição e mesmo de percepção superior para diagnósticos, o que pode ser feito em poucas horas de treinamento.

Sabemos que os medicamentos e procedimentos cirúrgicos ajudam muito, mas nem sempre curam sem a participação do paciente como “paciente”, sem que haja “permissão” por parte da Consciência deste.

Nos demais casos em que as doenças são de fundo subjetivo (90% de ordem psicossomática), o sucesso depende do grau de maestria do curador que pode ser Médico Formado, ou não; do tipo de “ferramentas” mentais disponíveis; do nível de energia vital do curador; do grau de receptividade do paciente, o qual pode precisar de uma mudança na consciência e nas atitudes. Também depende da empatia que dá interação entre paciente e curador. Talvez por essa razão nem na medicina oficial, nem fora da mesma, o processo de cura pode ser garantido.

Muitas vezes, dependendo da origem da enfermidade, o afeto maternal de uma enfermeira é mais efetivo do que o procedimento médico.

Saindo do aspecto físico e orgânico, que são de constatação objetiva, há toda uma gama de níveis de distúrbios energéticos. São desequilíbrios, seja em nível físico, emocional, mental, ou ainda espiritual; daí as inúmeras categorias de curadores, os oficiais e tradicionais e os extraoficiais que, sendo alternativos, legalizados ou ilegais cada qual tenta um tipo de abordagem e muitos têm sucesso.

Os primeiros curadores “oficiais” na Europa e África, antes da Renascença, foram os religiosos, desde os ecléticos sacerdotes egípcios até os padres e freiras cristãos, que tomaram para si o direito da “cura divina” na Europa e depois no restante do ocidente. Isto foi antes que a medicina tradicional e oficial se desenvolvesse plenamente como ciência.

Como acontece sempre, com o passar do tempo uma filosofia com algum nível de doutrina, talvez possa se converter em um enredo confuso de meias verdades, e hipóteses que se tornam superstições, crenças, que desenvolvem suas seitas consequentes.

Muitos curadores que estavam “fora da Igreja”, embora no mesmo nível de atitude e com as ferramentas subjetivas equivalentes às dos religiosos pertencentes aos inúmeros Sistemas Organizados como religião, devido às suas perspectivas diferentes, foram queimados na fogueira da “santa inquisição” como bruxos.

Seria uma questão de eliminar concorrentes de crenças e núcleos diferentes por serem competidores no plano da “autoridade na mística” e mesmo no plano do lado econômico? Nessa época ainda não havia o contacto dos europeus com o Tao, com a Yoga, nem com os processos milenares da medicina oriental, acupuntura, doin, shiatsu, as mil ervas dos campos da China e nas matas da América.

Ainda hoje em dia há curadores que acreditam que trabalham com energia vinda de Deus e se apresentam como “canais” para que Deus “possa” operar nesse trabalho. Nada mal se assim for. Muitos acreditam que sendo o corpo um veículo da energia divina ou cósmica, deve ser mantido puro, enquanto que há outros que acreditam mais em um envolvimento pessoal com o amor ao próximo.

Alguns outros sentem que é deles que flui uma energia curadora que, independe de serem “puros” ou não, podendo muitas vezes se dar o caso de não acreditarem em Deus.

Tudo é relativo a uma ou outra pessoa dentro desta ou daquela cultura, mas o denominador comum é o conhecimento hoje em dia, do fluxo de “energia, que como uma espuma quântica”, preenche o Universo e é movida pelo pensamento,  bem como nas condições em que ele opera. Mana, Manah, Prana, Ki, Tai-Chi, Tchi-kun, Orgon, Ergon, Ódica, Zódica, etc. são rótulos para uma mesma causa e os efeitos procedentes de habilidades psíquicas.

Reforçando a idéia, o importante é que em todos os casos a cura poderá ocorrer desde que haja receptividade do paciente. Segundo o Senhor Jesus, sendo o paciente receptivo, o problema estará resolvido se o curador sabe o que faz. (“a tua fé te curou,…” “a tua fé te salvou”, de J.C.)…

A segunda coisa importante é que, o que uma pessoa pode fazer, todos tem o potencial de fazer. Não existe doença que não tenha sido curada em algum lugar, espontaneamente ou com a ajuda de alguém. Nenhum método ou procedimento é o único ou o melhor. “A eficácia é a medida da verdade”, naquele momento para aquela pessoa com aquele procedimento, pois “O Momento do Poder é Agora”.

Indiscutivelmente a “energia flui para onde o pensamento vai”. O aproveitamento da energia que flui depende da receptividade, ou seja, da disposição em aceitar, a qual gera a sintonia, o equilíbrio, a harmonia.

Na medida em que percebemos que tudo começa na consciência, assumimos a responsabilidade por tudo o que acontece em nossa vida, isso quando podemos escolher e temos opções.

Somos também responsáveis pelo que se estabeleça em nossa consciência no sentido de criar a nossa realidade, seja essa consciência adquirida através da filosofia, ou então, através do caminho religioso derivado de uma filosofia.

A terapia do perdão (J. C.) é básica nos dois caminhos para a cura de certos desequilíbrios devidos ao stress de fundo emocional e espiritual causados por enfoque mental inadequado.

Nascemos com uma consciência (sopro divino? AKA?)* responsável pela integridade física, e desintegramos quando ela se vai. Esse espírito (consciência manifesta – Kino-Aka)* como essência divina, em princípio deve ser energeticamente equilibrada.

Desequilíbrios trazem os problemas e é por essa razão que as pessoas buscam voltar para as condições do princípio da existência, que é igual a “O Reino dos Céus”, através da introspecção com oração, meditação e contemplação. O reino dos céus é um lugar dentro da cabeça onde processamos nossa imaginação, única arma de que dispomos para fazer fluir a energia quântica de acordo com nossa intenção.

A saúde é a manutenção do equilíbrio na Consciência, ou seja, no espírito, sendo este, o espírito, a manifestação da consciência primordial movendo a energia quântica.

Exercícios adequados de integração dos três aspectos da Consciência, Consciente, Subconsciente e Superconsciente, permitem avaliar o nível de evolução de cada um nesse aspecto.

Fornecemos esses exercícios em até 32 horas de trabalho.  Sem filosofias!

 Alberto Barbosa Pinto Dias, Atibaia, 31/08/2001. Revisão e reformulação em

03/10/2014.  diasmind@uol.com.br

Postado em : Preparação de curadores

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