03º – Huna – Um Método Eficaz nas Práticas de Cura

03º – Huna – Um Método Eficaz nas Práticas de Cura

Huna – Um Método Eficaz nas Práticas de Cura

Metodologia

Uma Metodologia é o estudo de um método de trabalho e método é o procedimento a ser desenvolvido em uma experiência com uma técnica. A tecnologia científica sempre foi o pilar do conhecimento com segurança, pois permite a repetição controlada de um fenômeno que tenha sido estudado a fundo.

O estudo da psicofilosofia da Huna é desejável e necessário, mas se somente esse estudo fosse eficaz para desenvolver habilidades psíquicas, pelo menos 25% dos estudantes da Huna manifestariam essas habilidades, e não é o que acontece, ou, nós é que ainda não tomamos conhecimento de outra realidade que não seja essa. O que sabemos e garantimos é que um método adequado desenvolve o psiquismo de pelo menos 25 % dos participantes interessados.

As pessoas interessadas nesse assunto que comumente é relacionado a crescimento espiritual, encontram dois caminhos a serem percorridos: O caminho da mística e ou, o caminho da ciência. Os místicos denominados esotéricos associam os dois.

No caminho da mística discutem-se pensamentos lógicos e hipóteses até razoáveis, mas pouco prováveis. O místico utiliza-se de preces, rituais, mantras repetitivos, mandalas, cantochões, esperando que os automatismos gerados produzam os resultados psíquicos que uns poucos conseguem obter.

Ocorre que rituais e mantras repetitivos despertam o psiquismo nos 3% da população que já tem potencial de ordem genética com os circuitos neurológicos esperando para serem ativados se ainda não o foram. Os demais geralmente permanecem como espectadores em uma platéia cativa pelas heterosugestões e pelas suas próprias expectativas.

Usando-se a linha de conduta científica, em primeiro lugar os fenômenos são observados. Da observação dos fenômenos aventam-se hipóteses que os expliquem. As hipóteses devem ser testadas. Para testar as hipóteses desenvolvem-se experimentos. Se, com os experimentos feitos em laboratório, obtivermos a repetição dos fenômenos de modo controlado, podemos dizer que a metodologia desenvolvida experimentalmente é eficaz.

Sendo “a eficácia a medida da verdade”, o método experimental é validado e as hipóteses passam a ter valor de teoria. A partir daí desenvolvemos juízos, os quais são afirmações lógicas que expressam a teoria. Esta deve explicar e justificar os fenômenos observados e repetidos em laboratório.

Experimentos com pessoas diferem de experimentos feitos em laboratórios de Física e de Química, pois o psiquismo de cada um interfere na energia do processo de modo diferente, o que é a própria demonstração de que “a energia flui para onde o pensamento vai” e de que “o poder vem de dentro”.

Um Método experimental que proporcione desenvolvimento de habilidades psíquicas em 25% das pessoas participantes, já pode ser considerado eficiente e consagrado, pois a total e completa eficácia de um método para ativação psíquica está na dependência de cérebros sem problemas neurológicos e de indivíduos livres de crenças com convicções engessadas, de fanatismos, de neuroses acentuadas e de psicoses, o que é praticamente impossível em uma amostra da população que não seja selecionada.

Se a simples educação e a cultura são eficientes pelos métodos tradicionais para uma elite diferenciada, como são os 25% de uma população, podemos dizer que, na atualidade, o treinamento para o desenvolvimento de habilidades do psiquismo, seria para 3% a 10% de uma população evoluída, independendo de educação e informação cultural.

Outro fator a ser considerado é a idade do postulante. Segundo Max Freedon Long, o xamã escolhe um dos filhos mais sensíveis e o ensina a partir de tenra idade. Sabemos que uma criança de até sete anos aceita tudo como verdade, pois não tem condição de análise crítica. Nessa faixa de idade o cérebro tendo alto potencial de energia, registra tudo com facilidade no banco de memória.

Qualquer pessoa treinada tem total facilidade de registrar informações novas, na média, até os 28 anos de idade. A partir dos 28 anos a memória lábil decresce progressivamente, a menos que se mantenha o treinamento com impressão de informações novas com lembranças periódicas, por pelo menos três anos, para que as informações se fixem na memória permanente. Também se observa que, lembrar-se das informações com produção de imagens, depende de manter uma relativa estabilidade do cérebro com frequência de 10,5 hertz, ou, ondas alfa.

A produção desse tipo de frequência decai com a idade, principalmente depois dos sessenta anos, o que dificulta o bom aproveitamento nos idosos que não se mantiverem em treinamento antes e depois dos 49 anos. A produção de habilidades psíquicas depende da manutenção da habilidade de visualização e de imaginação, como fatores de direcionamento da energia.

O conhecimento teórico dos princípios xamânicos da Huna, de seus corolários, seus talentos a serem alcançados e desafios a serem vencidos, explicam a postura filosófica do verdadeiro xamã e justificam suas ações.

O conhecimento teórico dos princípios xamânicos orienta o postulante, mas não dá a todos os conhecedores desses princípios e crentes nos mesmo, a habilidade psíquica esperada e espelhada nas ações do xamã.

Toda pessoa que tem habilidades psíquicas impressiona os demais e pode sugerir uma filosofia de vida, mas a aceitação e crença na filosofia de vida proposta não confere habilidades psíquicas a todos os seus adeptos.

(continua)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP. 1955.

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Postado em : Huna e Cura

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