Evolução da Consciência Humana III

Evolução da Consciência Humana III

Evolução da Consciência Humana  III

(05/12/2010)

Como a linha de pensamento do Homem para questionamentos segue um trilho com desvios, sempre espero os desvios motivados por crenças limitantes que se estabeleçam como realidades individuais.

A Consciência Individual é um campo de energia limitado no espaço. Ele é de alta frequência vibratória, acima da frequência vibratória da energia quântica. Sendo um campo de energia com frequência superior à da energia quântica, podemos explicar porque uma Consciência, que disponha de um cérebro saudável, possa converter a energia quântica em formas de energia de mais baixa frequência, ou, vice e versa, e em diferentes níveis, produzindo diferentes fenômenos psíquicos com efeitos objetivos, ou seja, manifestações psíquicas com efeitos em Terceira Dimensão, como são, por exemplo, os autênticos fenômenos de desmaterialização e rematerialização.

A Consciência tem Percepção, Inteligência, e exerce Vontade própria, caracterizando a Individualidade.

Como a Consciência acumula informação e conhecimento no cérebro de que dispõe, e aparentemente em seu próprio nível de energia, apresenta uma personalidade própria que pode ser denominada Alma, ou, entendida como “Personalidade de Alma”. É só observar uma população, para verificar que há  diferentes níveis de Consciência e de Conscientizações, relativo ao que é material, e no que seja denominado nível espiritual, na dimensão de frequências vibratórias Superiores à terceira dimensão.

A personalidade de Alma se manifesta através de um cérebro, que por si mesmo e sem a Alma é uma máquina burra. Essa máquina, para servir a uma Consciência como um computador com processador, deve estar saudável e ser capaz de armazenar dados e informações, e de receber treinamento para produzir pensamentos lógicos, razoáveis e prováveis, inclusive com as abstrações. Deve ser capaz de transmitir as elaborações psíquicas subjetivas em linguagem inteligível para comunicação no plano objetivo. Tudo se passa no cérebro como é a instalação progressiva de Softs nos computadores, e como são suas ações programadas.

Muitas informações que são passadas a um cérebro, sob uma mesma perspectiva e de modo insistente, passam a ser aceitas como sendo verdades em uma Consciência limitada às funções programadas em sua estrutura. Essas “verdades relativas” fazem parte da realidade de um ou mais indivíduos e são denominadas crenças.

Algumas crenças que carecem de comprovação podem ter efeitos limitantes na imaginação e na produção de pensamentos de seus adeptos. Dificilmente os adeptos de uma crença se abrem às novas ideias, e aqueles que defendem suas crenças de público e se esforçam por convencer os demais de suas razões, são os que têm maior dificuldade psicológica em se esclarecer diante de informações novas, mesmo as que sejam comprovadas pela ciência.

Como a fé em uma Divindade pode estar associada a um conjunto de crenças, geram-se as convicções. Se as convicções estão associadas à ignorância relativa, na falta de possibilidades de diálogo, explodem os fanatismos.

Como os raciocínios baseados em dados e informações a respeito de experiências científicas são limitados a quem pesquisa em uma determinada área, verifica-se que muitas vezes, as informações e dados científicos que são divulgados, são rejeitados sem ao menos um exame prévio se eles desvalidam alguma crença estabelecida em algum Sistema Organizado de forma arbitrária como verdadeira.

Não há dúvidas de que há diferentes níveis de consciência e de conscientização, mas a dúvida maior pode estar em saber se é a neuroplasticidade do cérebro que é função da consciência, ou, se a consciência cresce em função dos resultados eficientes das experiências conseguidos pela neuroplasticidade. O fato é que se houver treinamento com exercícios adequados, as habilidades psíquicas se manifestam sob a vontade do nível Consciente da Consciência, se o cérebro ajuda, pois há cérebros que por natureza, são como os computadores mais primitivos, sem placa para vídeo colorido e antena de rotor.

A comunicação se faz por palavras em cada língua, ou, por gestos e atitudes. Palavras gestos e atitudes são símbolos. Os símbolos sendo recebidos reconhecidos decodificados e percebidos em seu significado geram os pensamentos correspondentes em outras máquinas igualmente treinadas. Isso permitindo uma maior conscientização na troca de ideias, quando há troca de ideias com serenidade. As emoções liberam energia que pode interferir no processo de entendimento.

Devemos considerar que a comunicação pode ser subjetiva, quando, a Consciência “percebe” informações provenientes de outros cérebros por sintonia de frequências vibratórias. Nestes casos, o aspecto da consciência conhecido como Eu Superior recebe as frequências vibratórias produzidas no outro cérebro, direciona para o subconsciente que é parte do Eu Básico onde se decodifica, e “emerge” para o Eu Médio, ou, aspecto Consciente da Consciência como intuição ou imagem definida. Como o número de pessoas que acessam essas percepções é diminuto, os que não acessam não acreditam nessa possibilidade. É onde entra a afirmação de Paulo a respeito de quem discerne não pode ser discernido pelos demais, e se insiste como Paulo insistiu, pode ser morto, ou, no mínimo alijado de uma comunidade, tornando-se um Fernão Capelo Gaivota.

Supondo-se que a Consciência é dom de Deus e que ela seja criada a imagem e semelhança de Deus, todas são iguais na essência, mas diferindo na personalidade de alma. Pela percepção de que a Consciência humana é Trina em seus três aspectos, e pela crença de que ela seja à imagem e semelhança de Deus, vem à ideia de que Deus seja Trino, ou, vice-versa, mas Isto você é que decide como o agrade, ou, como suas crenças determinem.

Os Teólogos ensinam que Deus é Incognoscível, Insondável e Inescrutável e por essa razão NINGUEM conhece Deus. Se ninguém conhece Deus é difícil ser Teólogo, pois a Consciência do Homem não tem condição de entender uma Consciência muito Superior à sua. Podemos observar que a Consciência do homem muitas vezes não tem condição de entender nem mesmo o nível de Conscientização de um seu semelhante. Paulo expressa essa condição humana na Primeira Epístola aos de Corinto.

No entanto Os Teólogos ensinam que Deus é Onipresente, Onisciente e Onipotente.

Se Deus como criador do Universo é Onipresente, então está em tudo e em todos, ou, então não é Onipresente. Assim sendo, pelo menos um dos aspectos de nossa Consciência, o Eu Superior funciona como centelha Divina. Se Deus onipresente for onisciente e onipotente, o aspecto Divino de nossa Consciência pode ser entendido, como o é desde a antiguidade, como um “Espírito Protetor”, “Espírito Paternal”, “O Pai que em mim opera as obras”, ”O Eu mais profundo”, ”O Eu Superior”, “O Superconsciente”, “O Supraconsciente”, “O Self”.

A nomenclatura surge à medida que alguém, tendo uma experiência psíquica, O percebe, acredita que descobriu algo de novo e O nomeia. Segundo o Senhor Jesus, “O Reino dos Céus está dentro de vós.” Ora, se o Poder vem do Reino dos Céus, O Poder vem de dentro de nós quando nos integramos com o Eu Superior, ou seja, com O Pai que em mim opera as obras. Simples assim. Todos têm condição de estar ligados com a Divindade, pois todos estão permanentemente mergulhados no Todo, e a questão passa a ser: quando é que alguém passa a ter percepção disso? A percepção vem quando o Pai em mim opera as obras.

Desde o tempo dos Egípcios de 6.200 a.C., época em que se estabeleceram como civilização às margens do Nilo, salvando e conservando os conhecimentos dos Atlantes destruídos pelo dilúvio, se sabe e se prega que Deus é Amor.

A única maneira de o homem fazer a Consciência do Homem entrar em sintonia com a Energia Cósmica que se traduz como a Consciência de Deus é “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, segundo palavras do Senhor Jesus e, antes dele, segundo a filosofia Huna, que “se tenha o maior respeito à Divindade Criadora e que haja amor compartilhado entre os homens”. Depois disso cuidar de conseguir um desenvolvimento pessoal.

O Amor como energia vibratória é o que faz a sintonia entre todas as consciências que perfazem o oceano de consciências interligadas. O que impede que todos percebam isso é que os eruditos que estudam as escrituras têm uma perspectiva teórica, e não há nas “igrejas” a experiência prática que demonstre isso.

A presença do Pai em mim, por integração dos três aspectos da consciência, me faz perceber como posso ser criativo e construtivo como a Divindade, e como devo ser honesto, puro, limpo e bom para com meus semelhantes, a fim de me manter ligado com a essência da Divindade pelo sentimento de Amor, confirmando o que está no Salmo 82, verso seis:- “Sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo”, não esquecendo a condição do verso sete:- “mas como homens morrerão.”

Esta última condição deveria ser lembrada sempre por aqueles que pertençam a uma hierarquia e exercem alguma forma de poder em relação à coletividade, e mais ainda quando alguns se acham “superiores” por direito divino, pois o salário do pecado é a morte prematura e às vezes com sofrimento. Há muitos políticos como exemplo desse fato.

Assim sendo entenda-se por pecado ofensas, injúrias e prejuízos causados a terceiros, mesmo que de forma legal, pois a legalidade não passa de uma formalidade elaborada de forma arbitrária pela mentalidade humana que age dentro de qualquer tipo de sistema organizado, onde as lideranças se preocupem com vantagens pessoais.

A Consciência mais profunda sempre cobra juros na saúde, pois o desequilíbrio na Consciência produz desequilíbrio na energia vital. Gerar impostos pode ser legalizado pelo governo, aproveitar-se dos recursos gerados pelos impostos demasiados para manobras, que não resultam em benefício para a população em geral, é pecado contra uma coletividade.

A morte pode ser Física e também há morte dos aspectos Eu Básico e Eu Médio da Consciência no plano psíquico, ou espiritual, como queira. A evolução da consciência se faz por integração dos três aspectos da Consciência, EU Básico, Mais EU Médio, integrados com o EU Superior, persistem.

A morte de uma Consciência se dá quando não há integração dos três aspectos antes da morte física. Talvez isso esteja de acordo com a expressão “sepulcros caiados” do Senhor Jesus, onde o Eu Superior não integrado, volta às origens, ao Todo. O aspecto Consciente (Eu Médio, falador e fraco), mais o subconsciente (Eu Básico, forte como gerador de Energia Vital) e que perfazem o Ego, desaparecem. A Alma, como personalidade de Alma desaparece com o desaparecimento do Ego.

Ao nascer somos providos de Eu Superior. Os outros dois aspectos da Consciência, Eu básico e Eu Médio se formam e se desenvolvem na medida em que o Ser cresce tendo experiências objetivas e subjetivas.

Assim sendo, o aspecto da Consciência denominado Eu Básico desde há mais do que onze mil anos, é considerado como o aspecto da Consciência que está ligado a todo um físico e a toda função fisiológica de um físico, inclusive ao que se denomina Subconsciente. Esse aspecto, o Eu Básico, comanda o equilíbrio energético do corpo e comanda as conversões “normais” de energia química e eletroquímica  em Energia Vital, inclusive o acúmulo de Energia Vital que pode ser usado pelo Consciente para corrigir problemas pessoais e ajudar a terceiros a resolver problemas de saúde, ou ainda ajuda a reequilibrar os desequilíbrios energéticos e suas consequências em terceiros. O equilíbrio energético da Consciência em seu Todo, e expressa no seu Eu Básico significa Saúde. As sensações físicas de desequilíbrio energético na Consciência são conhecidas como sintomas e, indicam doença. O progresso de uma doença resulta em enfermidade.

Assim, temos dois aspectos da Consciência que indicam Poder. O Eu Superior, divino, com funções psíquicas superiores, responsável por mobilização de energia psíquica por enfoque mental adequado, e o Eu Básico responsável por liberar energia de reações químicas de terceira dimensão e que será convertida em energia de alta frequência vibratória de quarta dimensão pela vontade do Eu Médio, para uso no nível do Eu Superior.

Entre os dois está o Eu Médio, ou nível Consciente da Consciência que, dá os comandos. Assim sendo “O Poder Vem de Dentro” quando há integração dos três Eus e, isso independe de religião como Sistema Organizado de forma arbitrária, nem depende do tipo de crença.

Esse terceiro aspecto da Consciência, o Eu Médio, é assim denominado por intermediar as ações do Eu Básico e do Eu Superior. É o aspecto da Consciência que a psicologia moderna denomina de Consciente. O aspecto Consciente da Consciência durante a evolução do ser humano, de início se liga, ou, se integra com o Eu Básico, interferindo no Subconsciente como parte do Eu Básico que constitui o Banco de Memórias. O Eu Médio, ou, nível Consciente da Consciência, participa da conscientização dos resultados dos instintos, das emoções e das intuições. O Eu Médio pode ser treinado em colher dados e informações e Ele elabora e participa das experiências que levam ao conhecimento.  O Eu Médio é responsável por reflexões que resultam em ordenação, análise e questionamentos. Ele determina ao EU Básico as ações e reações de integração com o Meio Ambiente. O Eu Médio percebe que deve existir o Eu Superior e alguns decidem buscar o caminho que leva à Integração dos três Eus, ou, a pretendida salvação da Alma, ou, salvação da personalidade de Alma resultante da Integração dos Três Eus, do Ego com o Eu Superior.

A Consciência como um Todo, pelo nascimento, está ligada a um cérebro através de uma alidade que é denominada Mente. A Mente age no cérebro através de Enfoques que podem colher dados e informações objetivos atavés dos sentidos, e subjetivos diretamente de outros cérebros e ou do Cosmo. Fixa as ideias como ponto de referência e associa as ideias produzindo pensamentos e, conota pensamentos. A Mente é a ferramenta da Consciência para fazer enfoques objetivos e ou subjetivos no cérebro e receber informações a partir do cérebro.

A Consciência, através da Mente, ordena as ideias e pensamentos e analisa-os de modo a permitir que a Consciência faça os questionamentos.

Há mais detalhes a serem considerados se houver interesse e percepção, pois o limite da imaginação de cada um será o limite de sua própria percepção e, vice-versa, lembrando sempre que o acúmulo de dados e informações apenas dá erudição. A liberdade de pensamento depende da não fixação e Crenças que estabeleçam limites. Não há limites entre sua Consciência, o Universo e Deus, pois sua Consciência pode estar em sintonia com a Consciência de Deus como “filho” de Deus, à imagem e semelhança de Deus.

A experiência leva ao conhecimento. Os resultados de experiências que dão conhecimento podem ser descritos, mas não podem ser transferidos como conhecimento. A experiência é pessoal e a “Revelação” que ocorre na análise dos resultados das experiências é pessoal, dificilmente transferível pela comunicação com palavras, gestos e atitudes.

Um Mestre não passa apenas informações. Um mestre dá formação através de exercícios práticos e ensina como proceder nas experiências. A maioria toma consciência apenas do aspecto informação. Alguns poucos levam a sério os procedimentos e adquirem conhecimento próprio e desenvolvimento de uma Consciência Integrada, podendo ou não ser íntegra.

O Mestre Jesus pretendia reformular o Judaísmo, religião de seu povo. Passou informações, tentou dar formação, mas na impossibilidade de atingir a todos, depois do Sermão da Montanha e das parábolas, passou uma doutrina reservada a seus discípulos e o resultado foi o de que alguns apresentaram algumas das habilidades psíquicas mostradas pelo Senhor Jesus.

Na maioria dos sistemas organizados como sistema arrecadador para sustento de uma hierarquia, na falta de um Mestre, a maior importância é dada aos discursos, aos rituais, aos graus, às comendas, medalhas, cargos e funções honoríficos. Assim sendo, onde predomina o Eu Básico integrado com o Eu Médio (Ego), há contento com a erudição e às vezes até com as fantasias, faltando objetividade.

O maior desafio do homem é a Ignorância.

Onde predomina o Eu Médio integrado com o Eu Básico, ou seja, o Ego, há uma busca do que é lógico, racional, razoável. Em nível superior há busca do que seja provável e eficaz.

Onde predomina a integração dos três Eus há a eficácia nas ações psíquicas como medida da Verdade.

Os semelhantes em nível de Consciência e de Conscientização se atraem e se entendem.

Os diferentes em nível de Consciência e de Conscientização não se entendem.

Segundo o que o Apóstolo Paulo afirma em Primeira Epístola aos de Corinto, capítulo 2, verso 15, está  explicado de modo simples e pode ser entendido se alguém quiser entender.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Consciência, Inteligência e Realidade

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.