03 – Consciência, Inteligência e Realidade

03 – Consciência, Inteligência e Realidade

Consciência, Inteligência, Realidade (03/18)

 

          Todo caminho eficiente para o desenvolvimento psíquico, e para o desenvolvimento de habilidades psíquicas, inicia por um processo de integração do Eu Médio (Consciente) com o Eu Básico e seu Subconsciente.

 

          Assim como o nível consciente da Consciência faz enfoques mentais para colher informações do mundo exterior, também se devem fazer enfoques mentais em introspecção, reforçando as ligações do Consciente com a Zona Psicovisual do cérebro e outras. De início podemos fazer enfoques conscientes para levantamento de dados e informações impressos na Zona Gnósica da Área Visual do Cérebro, o que resulta em facilitação neurológica para esse tipo de ligação.

 

          O estudante de sucesso é aquele que dedica um bom tempo para refletir naquelas informações que recebeu na escola, exercitando os dois tipos de enfoques  mentais de modo consciente. A matéria dada em 5 horas de aula pode ser resumida em uma hora com atenção na reflexão introspectiva. Uma hora de aula se resume em 10 minutos de reflexão com síntese, ou menos. No nível subjetivo o tempo apenas é um conceito abstrato, sem a marcação de períodos de tempo. As experiências intelectuais são incorporadas à Consciência, fazendo diferença apenas no conteúdo informático da Alma.

 

          Não havendo os bloqueios psicológicos devidos às ações que atentem contra a ética, nem programações cerebrais relativas às crenças limitantes, em poucas horas de treinamento o nível consciente da Consciência ultrapassa as barreiras do subconsciente e se integra com o Eu Superior, ou, Superconsciente. Por essa razão a integração é mais rápida nos jovens. Com a Integração o indivíduo passa a ter uma visão mais clara a respeito de fatos e fenômenos, e muito mais intuições. Repito: Essa integração é mais fácil em jovens, quando ainda são “livres de pecados”, ou, estejam livres de complexos de culpa, bloqueios psicológicos e medos resultantes de crenças limitantes, e ou de ofensas, injúrias e prejuízos causados a terceiros, próprios dos adultos competitivos.

 

          O sentimento de culpa impede o “estado de paz de espírito” necessário para que haja a plena integração do Consciente, ou Eu Médio, com o banco de memória conhecido como Subconsciente, o qual faz parte do Eu Básico. Piora se o sentimento de culpa é reprimido por ato moral consciente e se estabelecem comportamentos neuróticos devidos ao desequilíbrio entre o consciente e o conteúdo programado no subconsciente.

 

          Pessoas limitadas por Crenças associadas a uma Fé que os tornem convictos, geralmente reagem com tensões, ansiedades, e porque não dizer até com medo diante de conhecimentos novos, que coloquem dúvidas em suas crenças. A Fé é um sentimento e é de fundo emocional. A Fé associada a uma Crença, que é fruto de um registro informático adquirido, gera uma Convicção. As reações às informações novas e comprovadas são emocionais, e às vezes violentas quando a convicção está de mãos dadas com a Ignorância.

 

          Se a convicção estiver associada à Ignorância, está feito o bloqueio psicológico para qualquer tipo de informação que invalide qualquer um dos aspectos relativos às crenças anteriores, mesmo que a nova ideia resulte de uma experiência científica controlada e bem sucedida. Isso caracteriza o fanatismo. Aceitando as experiências e observando os resultados eficientes, mudam-se as perspectivas e o entendimento. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (J.C.).

 

          Na antiguidade, denominavam de Espírito Protetor, ou, Espírito Paternal, ou O Pai, ao aspecto da Consciência que hoje é denominado Eu Superior, ou, também denominado Superconsciente pela psicologia moderna.

  

          Esse aspecto da Consciência, quando integrado com o Consciente através do Subconsciente, permite o Talento da Visão das verdades relativas ao subjetivo, tais como:- Telepatia, Vidência e, Clarividência. Também permite a projeção de energia quântica por enfoque mental subjetivo para ajudar enfermos, ou, outros efeitos físicos. Permite ainda a uns poucos o domínio dos elementos da Natureza. O conjunto desses fenômenos era conhecido como Magia, e depois, na era do cristianismo que foi iniciada como filosofia por Paulo, foi conhecida como Milagres do Senhor Jesus que afirmava: “O Pai em mim opera as obras”.

 

          Pela tradição oral dos havaianos, os fenômenos resultantes das habilidades psíquicas estudadas por Ottho Wing e depois, por Max Freedon Long, psicólogo, professor e ex-pastor Batista no Havaí, eram conhecidos há mais do que 13.000 anos pelos Polinésios. Há um código, usado há mais do que 11.000 anos, para regulamentar o uso ético dessas habilidades psíquicas, denominado Huna, baseado em Três normas éticas básicas e sete princípios de instrução relativos à ação psíquica.

 

          As normas éticas eram:- 1 – A pessoa deve mudar padrões de comportamento e valores éticos, o que corresponde ao doutrinado por Paulo 11.000 anos depois:- “O velho homem deve se converter em um Novo Homem”. (conversão).  2 – A segunda norma da Huna diz “Devemos cultivar o amor compartilhado”. Isto é “o amor ao próximo como a ti mesmo”, ou, o princípio da fraternidade. 3 – A terceira norma é:- Devemos o maior respeito ao Pai, ou, ao Espírito Protetor que corresponde à “Ama a Deus sobre todas as coisas” da mensagem do Senhor Jesus, pois “O Pai” é a Dimensão Divina incorporada à Consciência dos que amam a Deus. Observamos que o senhor Jesus menciona o Pai e um Consolador, entendido como sendo o Espírito Santo (Bom Senso) a ser desenvolvido pelas pessoas que obedecem as normas de atitudes e comportamento.

 

          O Pai, como um Superconsciente, ou, também denominado Eu mais Profundo, ou, Eu Superior, ou, Superconsciente, que pode suplantar o Ego, pois este, o Ego resulta da integração do Consciente com o Subconsciente e seu conteúdo informático, comumente sem o controle do Eu mais profundo.

 

          Repito:- É bom lembrar de que na antiguidade, acreditava-se em um espírito protetor, que “acampa ao redor dos que se destinam à salvação”, um espírito paternal, também denominado o Pai, e mencionado por Jesus como “o Pai que em mim opera as obras”. Assim sendo, o Pai pode ser o aspecto da Consciência que confere a mencionada divindade ao Homem (Salmo 82:6), o sopro Divino mencionado no Gênesis.

 

          O Senhor Jesus conhecia a neurolinguística necessária para que, em sua época, não causassem oposição à doutrina com que pretendia reformular o Judaísmo. De início Ele teve sucesso, até o momento em que resolveu afrontar os sacerdotes, desnudando suas intenções em relação aos seus proventos pecuniários. A reação veio quando o Senhor Jesus resolveu desmontar as bancas dos vendilhões do Templo, prepostos do Sinédrio, e ainda recomendar:- “Ora em secreto ao Pai e o Pai te atenderá”, desconsiderando a importância dos sacerdotes como intermediários na ligação dos homens com os planos superiores.

 

          O posicionamento do Senhor Jesus, segundo os registros de João, capítulo 14: verso doze:- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas porque eu vou com o meu Pai”, diz que todos os que crerem nos seus ensinamentos poderão fazer o que ele fazia. A possibilidade da integração com o Pai está nos versos 16 e 17, onde é mencionado como o Espírito da Verdade.

 

          O Talento da Visão resultante da integração com “o Pai” permite perceber o que está na Mente do outro, e que não estejam em suas palavras. Tendo o Consciente, o Subconsciente e o Superconsciente integrados, temos como resultado todos os fenômenos e habilidades psíquicas conhecidas.

 

          Não restam dúvidas de que o aspecto entendido hoje como Superconsciente, foi nos tempos de Jesus o aspecto Pai, e a possibilidade de qualquer Ser Humano ter a integração da Consciência em seus três aspectos, com a Consciência Cósmica, sejam quais forem os nomes que Ela, a Divindade, receba em diferentes locais e tipos de psicoreligiosidade ou filosofias, resultando o Poder que vem de dentro do Homem, ou, a Salvação da Alma, como sendo a permanência eterna do conteúdo programático de uma Consciência pela integração com integridade. Alberto Barbosa Pinto Dias. Especialista. – USP – 55.

Postado em : Consciência, Inteligência e Realidade

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.