03º – Apenas quero entender Jesus – Como chegam as pessoas aos diferentes locais consagrados?

03º – Apenas quero entender Jesus – Como chegam as pessoas aos diferentes locais consagrados?

Como chegam as pessoas aos diferentes locais consagrados?

Alguns são convidados socialmente e outros em busca de um caminho para a espiritualidade. Muitos entraram nas Igrejas e em outros ambientes espiritualistas, doentes na acepção desta palavra que diz respeito ao lado mental e espiritual, pois, apresentavam tensões na consciência e visíveis marcas físicas da descompensação energética, ou ainda, os sintomas de desequilíbrio com algum tipo de somatização.  Nenhum dos frequentadores de qualquer dos ambientes tidos como espiritualista, está livre das descompensações e das somatizações, mesmo as posteriores ao seu ingresso.

As tensões na Consciência podem ser causadas pela insegurança pessoal devida à percepção da existência de falta de objetividade em si própria, ou, como reação a alguma falta de objetividade no discurso que deva sustentar a espiritualidade em terceiros, pois em todos os ambientes organizados há política com jogo de poder e trafico de influências entre os Homens. As ações são temperadas pelas emoções positivas daqueles que são de algum modo beneficiados com um status e ou retribuição material, tornando-o “corporativo” e pelos sentimentos negativos dos prejudicados com as diferenças entre o que é ideal e o atual.

Outros entraram nas Igrejas esperando alívio de algum complexo de culpa. Depois do período de adaptação, vem a influência da autoestima, a busca da autoafirmação e o impulso até inconsciente para sustentação de uma posição social mais elevada dentro do núcleo religioso, ou, místico, escolhido como base material para evolução do psiquismo. Algumas Igrejas estimulam a formação de núcleos menores, as “células”, onde seja facilitada a exposição de problemas pessoais e de relacionamento. Há lideranças que se mantêm informadas do “confessionário” pelos dirigentes de cada grupo dos 11 ou 12…

Procurando por um conforto, alguns são confortados, outros apresentam uma grande modificação para melhor e diversos permanecem doentes, observando-se que em qualquer ambiente, religioso ou não, a desonestidade e a hipocrisia são as causas mais frequentes de desequilíbrio, mesmo entre líderes. Destes, alguns ganharam enfermidades na medida em que o corpo sofreu com a somatização continuada. Muitos dos que se equilibraram já morreram pela idade. Outros com problemas e tensões na consciência faleceram precocemente pela enfermidade. Da alma dos falecidos nada sabemos com a segurança de uma análise racional, mas sempre há suposições, que são reafirmadas como reforço de alguma crença, estabelecida como verdade para um determinado ambiente.

Entre os que estão vivos e envolvidos em algum Sistema Organizado, como uma Religião, Ordem, ou, Disciplina e com suas crenças, percebe-se uma constante inquietação psíquica expressa por gestos, palavras e ou, atitudes, em relação à sobrevivência da personalidade da alma, e em relação ao destino da mesma. O Ego eventualmente é enfraquecido pela insegurança e pelas incertezas em relação ao destino do Eu. Como consequência há um contínuo esforço na elaboração das palavras de certeza na manutenção das crenças, palavras essas proferidas em discursos que omitem as incertezas e o que seja mais improvável.

O reforço psicológico da reprogramação cerebral é ministrado na maioria das organizações uma vez por semana, havendo quem careça de dois ou mais encontros, onde ouvir a repetição de discursos e de frases feitas é muito comum. (continua…)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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