02º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

02º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia II

RELIGIOSIDADE E RELIGIÃO

Religiosidade é um sentimento. É o sentimento de que há uma Inteligência Superior que deve ser respeitada. Esse sentimento obedece a certa lógica, pois sendo a inteligência faculdade do Espírito, que como Energia Constitui uma Consciência associada a um cérebro, na medida em que podemos observar que diferentes pessoas têm diferentes níveis de inteligência com manifesta diferença de criatividade, podemos concluir, de maneira lógica e razoável, que deve haver uma Consciência Maior com Inteligência Superior a ser respeitada sempre.

Sentimento não se discute, ou o indivíduo sente que Deus existe, ou, não sente. Não há provas materiais, dentro do pensamento concreto, direto e objetivo, de que Deus exista. Também não há provas de que não exista.

Sobram abstrações e o fato de que há um Poder que vem de dentro de alguns Homens. Esse Poder move uma forma de energia, que aplicada em algum ponto material, mostra uma força, que produz um efeito. Esse efeito sempre está de acordo com a intenção da Consciência que moveu a Energia.

Assim sendo, o Salmo 82: verso 6, expressa a situação de modo correto, “Eu disse, sois deuses (pequenos deuses), e vós outros são todos filhos do Altíssimo”. A Consciência Maior, Deus, pode produzir nano bolhas de Consciências menores, pequenos deuses, uns funcionais e outros ainda não funcionais. Acreditar nisso é ter Religiosidade.

A tendência natural das pessoas que se harmonizam pelo mesmo sentimento é a de se unirem. Em todo grupo que se una por alguma razão é natural que surja uma liderança, comportamento natural entre todos os animais com hábitos sociais. Como já foi comentada no item revelação, as lideranças acabam estabelecendo, em consenso, Crenças reguladas por normas, princípios, dogmas, fundamentos e rituais, que mantém o grupo unido como adeptos, sujeitos e contribuintes para sustento da “hierarquia”…

Cada conjunto de Crenças, regras normas e princípios reguladores do comportamento em função das Crenças, caracteriza uma Religião, daí as 200(?) religiões, e ainda temos que considerar o Cristianismo e suas 1780(?) seitas.

Afora as regras básicas, considerem-se os Estatutos próprios de certas Igrejas, elaborados de modo conveniente à atuação do momento. A liderança de uma religião estabelece “uma realidade coletiva” a ser acreditada e seguida pelos adeptos dessa realidade.

Quanto maior a organização estatutária, mais próxima a comunidade está de ser uma empresa de pequeno, médio, ou grande porte, atualmente livre de impostos quando colabora na manutenção do Poder Político Social.

Nestas condições, ser herege em relação a uma religião ou seita não significa nada além de ser mentalmente flexível, pois problema mesmo é ser ortodoxo (fiel) em relação a um Sistema Organizado de forma arbitrária, sendo consequentemente herege em relação a 2.180 outros.

O maior problema seria ser herege em uma sociedade não democrática, onde o estado estivesse associado com a Igreja.  Para resolver esse problema é melhor viver em uma democracia, sendo saudável a liberdade de credo e de “empresa”.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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