02º – Introspecção e Paz Profunda – O Caráter

02º – Introspecção e Paz Profunda – O Caráter

Introspecção e Paz Profunda

O Caráter 

Quando nascemos, temos um patrimônio genético que determina o nosso Temperamento. O Temperamento, isto é a maneira básica como nosso Sistema Nervoso e nossas Glândulas reagem aos estímulos que procedem do meio ambiente, é passível de ser moldada pela educação de berço, até aos sete anos de idade, passando a manifestar-se como O Caráter.

O nosso caráter é formado a partir de influências que recebemos do meio ambiente e que são as informações benéficas, ou, maléficas, que se fixam como impressões no banco de memória. São as ideias básicas que em um individuo, constituem as bases da Ética que se expressa pela Moral. Essas impressões determinam as Atitudes que psicologicamente, podem se expressar pela Conduta.

Duas ou mais pessoas, filhos do mesmo pai e mãe, podem receber o mesmo tipo de influência com as mesmas informações que procedem da família, escola, trabalho etc. Essas informações poderão ser filtradas mentalmente de modo diferente em cada um dos filhos, pois diferem os níveis de percepção e de tomada de consciência. Além disso, reforçando a idéia exposta anteriormente, deve-se levar em conta o temperamento, isto é, a maneira como reagem, pois é de fundo genético e nisso não somos todos iguais.

Também, filhos de mesmos pais, escolhem amigos e podem frequentar ambientes diferentes. Essas influências externas, fora da família, podem marcar diferenças de conduta. Como o caráter determina a conduta, “através dos frutos conhecereis a árvore”, como indicava o Mestre Jesus, que  de maneira gráfica e objetiva, dava a medida do padrão ético em sua Filosofia. Esta medida foi tomada como padrão religioso no Cristianismo.

Se a conduta de alguém não está de acordo com os padrões da Moral e da Ética estabelecidos pelo núcleo social onde vive, pode haver ação repressiva por parte de pais e autoridades da Polícia e do Judiciário.

Quando o indivíduo percebe que algo está errado em sua conduta e percebe que deve fazer mudanças básicas para um melhor convívio social, se ele deseja, pode mudar o Caráter. Quando as mudanças se fazem de modo consciente e por determinação própria, denominamos a isto um ato moral consciente.

Muitas vezes apenas mascara a situação, mudando a personalidade. Neste caso a inflexão de voz, um rictus facial e mesmo as palavras com que quer expressar a sua “verdade”, permitem perceber o tipo de filtro mental que está usando.

As tentativas de modificações por repressões, mesmo as hipnóticas, oferecem soluções temporárias, como aquelas de colocar arquivos inconvenientes na “lixeira” de um computador. Qualquer arquivo na “lixeira” pode ser retomado pela vontade devido à oportunidade que se ofereça em qualquer ocasião. Diz o ditado popular: “A ocasião revela o ladrão”. Também: “o chicote na mão revela o vilão”. Ser autoridade de alto escalão pode mudar a personalidade, mas não muda o caráter.

Nos ambientes em que a população é excessiva e há promiscuidade, faltando espaço para liberdade de movimentação, o comportamento natural sempre sofre alterações para pior. Este fato também se observa em criação de animais, mormente na criação de ratos em gaiolas.

Com o excesso de indivíduos confinados, aumenta a agressividade e as distorções no comportamento social e sexual. As reações da parte animal de muitos homens não diferem das reações apresentadas pelos ratos nas mesmas circunstâncias. A pobreza nos grandes núcleos habitacionais é um dos fatores determinantes dessa situação.

Na falta de condições de atendimentos personalizados em Estados em que há excesso de população, há soluções legais e definitivas com a eliminação de certos padrões mentais absolutamente inconvenientes. Eles “secam e erradicam a figueira” que não produza bons frutos, como Jesus o fez e recomendou.

Alguns outros interpretam de maneira diferente e mais conveniente, como seria a manutenção de um sistema penitenciário, que funcione como fonte de emprego e de outras atividades paralelas nem sempre educativas nem retas e nem justas.

Em Cingapura, Coréia e China, em relação a traficantes e assassinos, o Estado é radical e o castigo é dado em Praça Pública. Na china a família paga a bala usada na execução. É bem conhecida a conduta nos países adeptos do Islamismo, onde decepam mãos, pés e mesmo a cabeça.

Em alguns Estados dos EEUU, obedecendo a uma conduta denominada mais Cristã, a “figueira é seca e erradicada” de modo suave com uma injeção letal depois de uma injeção sonífera. O bandido morre dormindo e talvez sorrindo.

De outro lado o Mestre Jesus deixou claro que os problemas de conduta não ética se resolvem, quando o indivíduo percebe e toma consciência da necessidade de mudança como um bem pessoal. “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, dá a medida certa e é denominada Regra Áurea dos Evangelhos.

Parece que a suposição do mestre é a de que as pessoas entendem que quem ama o próximo, respeita-o e assim, não ofende, não injuria e nem prejudica, evitando esses pecados. Também a regra Áurea deixa claro que, psicologicamente é mais fácil alguém desejar um bem ao próximo, quando se tem a percepção de que também se pode ser beneficiado.

Talvez, por essa razão, não haja pena de morte nos países onde os políticos influentes e outros constituintes do triangulo de ferro que pesa sobre a população, sejam  na maioria adeptos de falsa moralidade, ou, outros envolvidos em lavagem de dinheiro, contrabando, prostituição e trafico de drogas.

O Mestre Jesus teria sido mais objetivo e direto se pronunciasse: “Ama a Deus…e respeita ao próximo como a ti mesmo”. Quando há respeito, a conduta é  de amor fraternal, o que é mais evidente e evita os complexos de culpa consequentes dos pecados antes mencionados, dando assim condição para a Paz Profunda.

A adoção dessa postura filosófica do Mestre Jesus, é denominada Conversão pelos religiosos. Para as melhores conseqüências da Conversão, os religiosos denominam Salvação da Alma, ou seja, modificação da Personalidade da Alma para melhor, que certamente traz a Paz Profunda que desejamos nesta dimensão, além de uma supostamente possível vida melhor em outra dimensão como querem alguns, ou, outra encarnação em melhores condições, como querem outros.

Certamente Jesus foi morto por suas idéias avançadas e por suas atitudes ao passar as mesmas idéias, quando então confrontou as autoridades religiosas da época e seus interesses mais imediatos.

Aceitar Jesus de modo inteligente é aceitar a sua filosofia de vida e as idéias que a perfazem. Aceitar Jesus é, no mínimo, aceitar o padrão Moral e Ético do cristianismo que certamente moldam o Caráter para melhor.

Aceitar a Jesus é aceitar o “Judaísmo Renovado”, que conservou o Monoteísmo, deixando de lado os aspectos negativos da antiga Lei de Moisés. Essa Lei não apresentava o mínimo respeito a quem não fosse do povo de Israel, (povo de Isis, de Ra e de El), procedente do Egito.

Essa Lei permitia escravizar (tornar servos) os Hebreus, outro povo menos belicoso que vivia aos pés do Monte Hebron, e que foram dominados e assimilados pelos Israelitas durante sua caminhada para sair do deserto em direção à terra “prometida”.

Essa Lei também permitiu o massacre dos que habitavam o pedaço desejado e o domínio dos Palestinos. Essa Lei, ainda hoje, permite a dominação dos infiéis à Lei de Moises pelos meios econômico-financeiros com sua política de juros.  O que for e também o que não for fato histórico, sempre pode ser fantasiado de modo mais conveniente como o foi a “guerra do Paraguai” no Brasil. Alberto Dias. Atibaia, 24/04/03.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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