02º – Apenas quero entender Jesus – “Um encontro com Jesus e suas obrigações”

02º – Apenas quero entender Jesus – “Um encontro com Jesus e suas obrigações”

Apenas quero entender Jesus

“Um encontro com Jesus e suas obrigações”

Não podemos discutir nossas convicções, que tenham por base os resultados práticos, eficientes e evidentes a partir de habilidades psíquicas, como também pode ser perda de tempo dar explicações a quem não tenha tido a vivência do desenvolvimento dessas habilidades do psiquismo, sejam elas com, ou mesmo sem espiritualidade.

Também devemos considerar que os automatismos gerados pelas ações como balanço rítmico, e cânticos repetitivos levam a liberar impulsos e conteúdos do subconsciente e do inconsciente, na medida em que o consciente, diante dos reflexos condicionados diminui a atenção e o controle dos mesmos. Nessas condições de autohipnose até uma catarse pode ser esperada, pois sempre há uma expectativa de todos os adeptos de algum Sistema Organizado, que buscam desenvolver espiritualidade e que desejam um encontro prévio com Deus antes da morte, ou, pelo menos de algum sinal razoável da existência do reino espiritual enquanto vivos.

Alguns têm o habito de mencionar “um encontro com Jesus”, baseados em alguma experiência psicológica pessoal e improvável por ser subjetiva. Sinais com entendimento estritamente pessoal são mencionados, pois a vida de cada um é a somatória daquilo que cada um imagina que seja, e a “realidade” é algo como a vivência de um sonho autoproduzido, ou ainda, aquele sonho que é produzido pela aceitação dos sonhos sugeridos por terceiros, sugeridos em Eclesiastes 5: 3. “Porque da muita ocupação vem os sonhos, e a voz do Tolo, da multidão das palavras.”

Passamos a maior parte de nossa vida sonhando de modo acordado, tentando sugerir aos outros esses nossos sonhos, como sendo o paradigma da verdade na nossa realidade de cada momento. A expressão:- “Eu conheço Jesus! E você conhece Jesus?”, frase muito comum entre missionários Norte Americanos, pretende passar ao interlocutor uma posição de privilégio, embora subjetivo, diante da realidade atual e objetiva dos postulantes e adeptos.

É possível que em algum aspecto haja uma mesma realidade subjetiva em um grupo em harmonia, pois a realidade subjetiva de um grupo é um mesmo sonho compartilhado. Geralmente é a fantasia de alguém mais imaginativo sendo relatada, sugerida e aceita como verdade, e imaginada e repetida pelo outro, apesar das diferenças de percepção e de entendimento. Também é comum que alguém de enfoque mental muito forte, passe as imagens de sua “vidência” para o cérebro de outros que estejam subjetivamente mais receptivos em estado alterado de consciência.

Geralmente quem não tem um bom jogo de raciocínio lógico e não percebe a diferença que há entre o que seja provável e o que é improvável, concorda com as sugestões e participa da atividade do grupo, assim, como sujeito. Outros percebem os limites do devaneio e da fantasia, mas interessados em participar do grupo por razões pessoais, simulam um crédito.

Um dos atrativos que precedem por algum tempo as obrigações relativas a dízimos e ofertas atribuídas aos novos adeptos, são as refeições comunitárias gratuitas oferecidas em algumas igrejas e comunidades místicas, além da instrução considerada espiritual, antes de apresentar a exigência de uma contribuição mensal. (continua…)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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