02º A propósito da conversão – Onde não existe mudança, não há evolução

02º A propósito da conversão – Onde não existe mudança, não há evolução

“Onde não existe mudança, não há evolução”.

Por acaso você já brincou com um caleidoscópio? Conforme giramos o tubo, surgem novas figuras, algumas dignas de um vitral. Cada pedaço de vidro colorido é um ponto de referência que pode ser rearranjado compondo novas figuras.

 

As ideias em uma cabeça são os pontos de referência de que dispomos e eqüivalem aos pedacinhos de vidro colorido do caleidoscópio. Dependendo do arranjo de idéias, teremos um pensamento, mais ou menos bonito, mais ou menos brilhante, mais ou menos colorido, como as figuras do caleidoscópio.

 

Alguns arranjos nos parecem o máximo e ficamos horas com aquela figuração mental, até que um “abalo”, como no caleidoscópio, mude o arranjo. Esse abalo pode ser ocasionado por uma nova informação recebida, produzindo-se um novo um insight, acompanhado ou não de um abalo emocional.

Também posso construir outro caleidoscópio com pedaços de vidro diferentes no formato e na cor, e verificar que as figuras são diferentes e até mais bonitas e agradáveis, causando, bem estar e mais alegria. Assim também pode acontecer quando recebemos novas idéias que, como novos pontos de referência, permitirão novos arranjos e, portanto uma nova maneira de pensar.

 

Melhor ainda quando fazemos experiências e as experiências sendo eficientes resultam em fatos que nos fazem mudar o padrão de perspectivas, nosso entendimento e compreensão, nossa percepção e conscientização, nossas ideias e pensamentos.

Nossas atitudes e nossas condutas dependem da maneira como pensamos, e se adotamos novas ideias e pensamentos, mudamos as atitudes e a maneira de como nos conduzimos.

Ora, é fácil perceber como todos nós temos um tipo de arranjo de idéias para cada ocasião, quando as circunstâncias se alteram e oferecem algum tipo de risco. Percebemos isso de modo mais evidente nas pessoas com que lidamos do que em nós mesmos. Temos tantas facetas de personalidades (persona = mascara) como as figuras do caleidoscópio, mas se as idéias básicas são as mesmas (caráter), as figuras terão basicamente o mesmo brilho e cor independentemente do tipo de arranjo que se faça (persona).

 

CONVERSÃO é mudar as idéias básicas que determinam o caracter. É mudar padrões de comportamento social (Moral) e valores em relação à Ética. É’ como mudar de caleidoscópio. Jesus forneceu idéias básicas que, podem mudar o caleidoscópio, mas não obrigou a nenhum “padrão de personalidade”, antes, ele amou seus doze diferentes discípulos, cada qual com o seu próprio padrão de personalidade. Os Evangelhos tem por base o Código Huna.

Muitos não mudam o caleidoscópio, apenas giram o mesmo, mudando o arranjo de idéias transmitidas pelos versículos do Novo Testamento. Jesus respeitou os quatro evangelistas que, atestam no que escrevem quatro diferentes personalidades, diferentes realidades, com diferentes enfoques. Não ha mais do que 40% de coincidências nos quatro evangelhos, apesar de eles terem aceitado as mesmas idéias básicas do mesmo Mestre. Ainda por cima houve um Judas para causar polêmicas até hoje e que, possivelmente, nem mesmo tentou girar o próprio caleidoscópio, ou exagerou no giro..

Um exemplo disso é dado pela historieta: Ao iniciar uma reunião um indivíduo afirma perante os condôminos que orou muito pedindo a Deus que o orientasse nos assuntos a serem discutidos. Nós pessoalmente acreditamos no que ele disse. Depois durante a reunião causou a maior confusão de modo que, terminada 4 horas depois, nada foi resolvido. Certamente ele girou o caleidoscópio e mudou a configuração da personalidade. Depois, saiu do recinto, girou de novo, certo de que havia feito a vontade do Senhor. Assim são os líderes políticos sociais e ou religiosos em qualquer situação.

O que fica impresso no cérebro é algo similar a um mapa geográfico. Os mapas são representações gráficas dos acidentes geográficos (um arranjo), mas não são os acidentes geográficos. O que fica impresso no cérebro é algo que representa uma realidade pessoal, mas pode não ser a realidade atual. Como cada pessoa faz o seu próprio “mapa mental”, torna-se difícil a comunicação e o entendimento entre pessoas em que os interesses sejam diferentes, pois têm enfoques diferentes, o norte é diferente e a bússola… Ora, a bússola são seus interesses pessoais!

 

Na maioria das vezes, quando a liderança já ocupa uma posição estável no grupo, em função de “realidades” estabelecidas como verdades (crenças), tornam-se impermeáveis a idéias ou fatos que signifiquem mudanças, pois estas podem ser como última consequência para alguns líderes, sinônimo de instabilidade econômica e financeira, além do reconhecimento de que, haja outras possibilidades de enfoques além das idéias e pensamentos (fundamentos) defendidos com tanto zelo.

Em uma Universidade, a mudança de linha de pensamento, ou a adoção de uma nova linha de pesquisa pode levar umas duas, ou, até cinco décadas. Muitas vezes isso ocorre só depois da morte do Catedrático.

Modelos econômicos poderão mudar em um ou dois séculos.

Modelos religiosos talvez mudem em um ou milênio, depende da Cultura.

 

A demora é proporcional à inércia da massa humana envolvida no tema. Daí os estudos da PNL, no sentido prático, de que o neófito em participação em um grupo qualquer, primeiro fique calado observando (prudência) quais os gestos, como movimentos de braços, mãos, cabeça, olhos, as palavras e os chavões que mais são aceitos e que mais são usados, bem como a linha de pensamento adotado, para depois se manifestar de acordo com as circunstâncias (habilidade), se houver interesse em permanecer em tal grupo.

Exemplos: “… é isso aí bicho!”, ou, “… aleluia meu irmão!… que glória!”, “Aloha, Mahalo” manifestam concordância absoluta, deixando de criar problema com quem não aceitaria, ou, não teria condições de avaliar, fora dos seus padrões, outra maneira de pensar ou de ser, Mantenha-se a paz! Viva a neuro linguística, mas há limites a serem considerados com os anos que passam.

Alberto Dias, janeiro de 2003, revisão em 17/08/18.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : A propósito de conversão

1 Comentário


    • Eliane de Mendonça Vieira
    • novembro 15, 2015
    • Responder
    • Cancelar resposta

    Nunca tinha feito essa comparação....perfeita! Namastê

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.