02º – A Cura

02º – A Cura

A CURA

Denominamos “Cura” aos processos que se estabelecem quando há intenção de fazer voltar ao Estado de Equilíbrio Energético, ou, voltar ao equilíbrio das reações químicas internas, à homeostasia e ao bom funcionamento de todos os órgãos. É o resultado final quando todo processo de equilíbrio é bem sucedido.

A “cura” pode ser espontânea, quando o organismo reage às condições adversas, ou quando há mudança de posicionamento de consciência e consequentemente de atitudes por conta própria (permissão). A cura espontânea pode ser total ou parcial. Total se a mudança interna foi radical, havendo uma CONVERSÃO, ou, uma mudança de padrões e valores PSICOLÓGICOS que incluem os padrões da ética. É parcial se a pessoa por teimosia ou ignorância faz voltar às condições de tensão e desequilíbrio anteriores.

Quando a pessoa não consegue voltar ao estado de equilíbrio por si só e necessita de ajuda, poderá solicitar a mesma (dando PERMISSÃO), o que significa que acredite que alguém possa participar de um Processo de Cura com a intenção de ajudar, e possa fazer a pessoa doente voltar a experimentar um estado de saúde. A cura é uma evolução positiva do psiquismo, que muitas vezes pode estar ligada à idéia de evolução espiritual e depende da mudança de valores e padrões internos.

Essa pessoa que ajuda pode ser denominada de “Curador”, mas ninguém cura ninguém. Apenas ajudamos a que o outro se cure. Jesus o Cristo (do grego, Cristos = O Iluminado), curador por excelência, sempre afirmou: “a tua fé te curou, a tua fé te salvou”, afirmando assim que o sucesso depende mais da disposição de se PERMITIR SER CURADO, do que da pessoa do curador, como um doador de energia com amor fraternal. É essencial que a pessoa que adoeceu seja física e mentalmente aberta e receptiva ao processo de cura.

Toda pessoa é um ser integrado por um Físico com uma Consciência que manifesta maior, ou, menor grau de percepção e de inteligência. Uma pessoa pode se relacionar com o meio ambiente tendo percepções e reagindo de modo objetivo e de modo subjetivo. O grau de percepção sempre depende do grau de entendimento, e este da perspectiva usada para entender e compreender, os quais, por sua vez, dependem da capacidade de imaginação.

 

Um dos tipos de reação poderá ser apenas no nível subjetivo (só imaginando) e retendo a energia nos centros nervosos o que passa a ser um foco de neuroses, como ocorre nos adultos tímidos, que tendo reação objetiva fraca, “engolem o sapo” e adoecem por produção continuada de corticóides e de adrenalina com tendência a desenvolver câncer.

Quando o adulto é amadurecido e equilibrado, tem a oportunidade de escolher um tipo de reação, como expressar objetivamente e claramente o que pensa de modo inteligente e controlado, liberando as tensões.

As circunstâncias muitas vezes podem impedir essa expressão da verdade de modo autêntico, e é quando deve haver maior cuidado na maneira como se expressa uma reação, pois a ação de comunicar é mais importante para provocar o stress do que aquilo que verdadeiramente se pensa. Diante da Ignorância alheia, calar mantendo a calma, é ser hábil e prudente sem deixar de ser justo e honesto.

Quanto mais infantil for uma pessoa, devido às fixações neuróticas na fase de infância e na adolescência, mais rápida é a reação com que manifesta desagrado, podendo ser por uma explosão em palavras, em gestos e em atitudes inadequados aos diferentes momentos.

Ações e reações sempre geram um “stress” que pode ser positivo (eutress), ou, negativo (distress). A criança aprende a agir e a reagir na medida em que adquire a noção de espaço e sente a noção de “domínio”, e os seus limites em relação ao mesmo. A criança está sempre tentando expandir esses limites e com isso aprende a sentir e a produzir emoções na medida em que interage com as pessoas de seu ambiente. Aprende a pensar de modo dedutivo e depois dos sete anos indutivamente, desenvolvendo o raciocínio que deve ser progressivamente mais lógico a partir dos oito anos de idade.

Acreditamos que o adulto normal desenvolvendo essas etapas, tem a noção de tempo e de causalidade, reagindo às condições do ambiente e escolhendo, na medida da maturidade, o modo mais adequado de como agir, como sentir e o que pensar, pois o adulto acaba aprendendo que apenas pensar é mais prudente do que simplesmente reagir, ou, pior se reagir sem pensar. Todo adulto maduro convive bem com as suas incertezas.

 

Adultos imaturos não convivem com incertezas e vivem de fantasias e de imaginação sem muito bom senso. Para o cérebro que funciona como máquina conduzida pela consciência, a realidade é o que a pessoa pensa e imagina, de modo que os pensamentos e a imaginação inadequados feitos de modo inadequado produzem reações fisiológicas internas inadequadas.

Estamos sempre escolhendo e fazendo opções. Se escolhermos, agir ou reagir de maneira adequada às circunstâncias há equilíbrio. Se fizermos opções que gerem tensões na consciência à simples imaginação das conseqüências, ou ainda, se tomarmos consciência dos resultados de nossas ações e reações inadequadas, as tensões na consciência provocam um desequilíbrio energético e este abala a integridade do físico, surgindo um ou mais dos sintomas.

É por essa razão que os líderes políticos, sociais ou religiosos, que fantasiam os fatos para melhor impressionar os ouvintes, tendo consciência de suas fantasias, apesar de defendê-las como instrumentos de dominação de modo consciente, da imaginação dos menores, geralmente sofrem do coração.

Portanto, resumindo, o estado natural é um equilíbrio energético. A saúde é consequência do equilíbrio e a cura é voltar ao estado de equilíbrio, tendo como objetivo a integridade da consciência, que tem como consequência a integridade mental e física.

A integridade mental e a física dependem de uma consciência em paz. Dependem de honestidade, de veracidade de atitudes, gestos, palavras e ações. Dependem da harmonia que há entre o nível consciente e subconsciente da Consciência, o que é normal quando não há hipocrisia.

Todo hipócrita logo se torna um doente, e com o tempo, um enfermo.

Levando em conta que uma pessoa é um ser integrado por um físico e por uma consciência e que a consciência se manifesta através do cérebro com maior ou menor inteligência, um estado alterado de consciência pode influir energeticamente nas reações químicas que determinam o estado físico.

Podemos considerar que haja um grande número de motivos e de tipos de tensões de ordem física, emocional, intelectual e espiritual para gerar doenças, e a necessidade de serem modificados para que haja a cura.

Em função disso há possibilidade de que haja mais do que um tipo de desconforto, de doença e de enfermidade quanto as suas diferentes origens e que, também haja um bom número de diferentes curadores, cada qual adequado a uma ou mais circunstâncias. Consideremos que:- “A EFICÁCIA É A MEDIDA DA VERDADE” e que, “EXISTE SEMPRE OUTRA MANEIRA DE SE FAZER ALGUMA COISA”.

Também é verdade que “É PRECISO SER FLEXÍVEL”, isto é, as pessoas rígidas dentro de uma linha de crença e de conduta, deixam de aprender as outras possibilidades.

Às vezes elas mostram profundos conhecimentos teóricos e filosóficos, mas além de impedirem a ação de quem pense diferente, o que é mais lamentável, é não mostrar ação criativa com resultado eficiente na prática. É só discurso! Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado, Especialista, USP – 1955

Postado em : Preparação de curadores

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