01º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

01º – Ser Indivíduo ou ser Sujeito?

Ser indivíduo ou Ser sujeito?

Em uma Cultura que sobreviva em um espaço limitado, como o de uma Cidade, Estado, ou ainda um País, as sociedades humanas se estruturam, por um princípio de autoridade, ou, segundo um princípio de liberdade. Organizações humanas dentro de espaços limitados como um Bairro dentro de cidades, vilas e lugarejos também se organizam segundo o princípio da autoridade, ou, segundo o princípio da liberdade. Em uma tribo de Índios, e em uma família, idem. É apenas uma questão de escolha: onde se situar e conviver para sobreviver.

A autoridade é uma configuração social relativamente estática, onde alguns têm autoridade por algum tempo por algum tipo de força, outros porque tem bom conceito, ou ainda dinheiro, mas uma parte age como se fossem superiores em algum aspecto, e os outros como se fossem inferiores. São valores instáveis.

Em algumas organizações a autoridade é conferida, por algum tempo, pelos que se acham inferiores aos que se acham superiores por algum tipo de cargo, título ou função, ou, ainda por voto. É uma relação sado-masoquista mais evidente em alguns tipos de organização com normas arbitrárias, como nas relações empregatícias e nas organizações onde predomine a política, seja social, ou nas organizações religiosas, nas ordens e nas facções, por exemplo.

Mas onde há o princípio da liberdade, a estrutura social se configura com pessoas agindo como iguais. Isso só ocorre quando há o verdadeiro sentimento de fraternidade, de amor compartilhado, podendo ser uma relação erótica do tipo mental, sem necessariamente ser sensual ou lasciva. Eram os Evangelhos de Jesus, e na relação observada na média de seus seguidores nos primórdios do cristianismo. No entanto, apesar dos Evangelhos e de seus seguidores, na atualidade, na maioria das relações entre as pessoas, se vê a Autoridade, ou a Liberdade, nas famílias, nas tribos, nas seitas, nas igrejas, clubes, partidos políticos, empresas e corporações, dependendo do tipo de moral e ética aceitos.

A forma mais intolerante de autoridade é a do Estado com mecanismos de dominação através de Leis, quase sempre rígidas em relação ao vulgo, mas de aplicação mais suave com artifícios legais aos que “sustentam” a autoridade do Estado. É o que se vê na prática, na maioria dos julgamentos até do STJ.

Já houve tempo em que a Igreja de Roma era o Estado a partir de Constantino, e sua força era a Sugestão por pressuposições. A venda de indulgências foi uma manifestação de suposto poder sobre as Almas, e a Inquisição uma manifestação de força supostamente moral, e totalmente sem ética, pilhando os bens dos perseguidos. Quanto as Cruzadas é melhor nem pensar nas conseqüências de suas ações violentas, e das reações dos povos agredidos até os dias de hoje, algumas dos Semitas, sem violência evidente, mas dominando o Mundo pelas finanças, e outras de Jafet baseadas na violência declarada nas culturas onde não há poder de resistência, com as Intifadas.

 Freud, ateu de carteirinha, fazia algumas observações à religião que cabem perfeitamente ao Estado. Curiosamente o autoritarismo de um homem, seja político religioso, ou, social, é uma neurose que pode ter conseqüências na própria saúde, pois além de o poder ser considerado um crime em determinadas circunstâncias, o autoritarismo de muitos homens é devido à força que o Status de um Sistema confere a alguns, e em outros quando é parte de uma hierarquia estabelecida de modo institucional nos Sistemas Organizados de  modo arbitrário.

Aos que se consideram “inferiores” cabem todas as ilusões relativas aos diferentes rótulos religiosos, e as ilusões usadas em estruturas políticas autoritárias que sugerem ser libertárias como são os Partidos Políticos.

O direito ao voto sempre dá a sensação de autoridade aos “inferiores” que estão sujeitos aos Sistemas Organizados de forma arbitrária com suas normas princípios e estatutos, e às Constituições, nem sempre respeitadas pelos poderes constituídos.

Os rebeldes libertários, ou, o extremo anarquista, como indivíduos ou como líderes,  tentam as mudanças nas situações relativamente estáticas das estruturas autoritárias, seja de direita ou esquerda, possibilitando a busca de um equilíbrio no meio termo.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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Postado em : Educação

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