01º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

01º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia – I

INTRODUÇÃO

Cada informação é um ponto de referência. Cada ponto de referência passa a ser uma ideia. Cada ideia está associada a um símbolo, ou imagem. Cada símbolo pode ser expresso por uma palavra que é uma abstração do símbolo.

As conotações das ideias produzem os pensamentos. Os pensamentos são a realidade subjetiva e determinam as atitudes e as ações. As ações (frutos) são a expressão do caráter.  As intenções e as ações subsequentes podem ser mascaradas pela personalidade assumida no momento, pelo Ego.

TEMPERAMENTO, CARÁTER E PERSONALIDADE

Cada indivíduo possui um patrimônio genético próprio e praticamente único. Essa coleção de genes (genoma) determina uma série de reações químicas que mantém a vida. Uma parte dessas reações químicas depende da secreção glandular que por sua vez dependem das ações reflexas do sistema nervoso diante de uma situação de fato. A reação própria de cada pessoa face às circunstâncias, nós denominamos Temperamento. O temperamento é manifesto desde a mais tenra idade, e, com amor, firmeza e disciplina, pode ser moldado, resultando no CARÁTER.

O Caráter, cuja moldagem é favorecida quando a criança ainda não atingiu sete anos de sua primeira infância depende dos valores básicos impressos no subconsciente, enquanto a criança não tem capacidade de análise e sua inteligência é praticamente de fundo biológico, de registros, sob alto potencial de energia neurológica, a qual varia de 280 até 380 microvolts, podendo ser mais.

 Quando a criança começa a raciocinar de modo analítico e tem condição de avaliar o meio e suas circunstâncias, levada a manter sobrevivência, se adapta a esta ou aquela situação (prudência). Percebe que se for flexível (habilidade), pode levar vantagem e aprende a jogar psicologicamente, apresentando uma persona (máscara) mais adequada à circunstância. Seriam sete quando político?

Esse treinamento é mais evidente quando dos 8 aos 12 anos de idade, ela manifesta predominância de imaginação, criatividade, e possibilidade de ser progressivamente mais lógico racional e analítico. Assim sendo é normal observar que as pessoas podem mudar de personalidade, a qual depende do ambiente onde se encontre.

PERSONALIDADE é o resultado da somatória de todos os reflexos condicionados que determinam o comportamento em cada momento e circunstância. A tomada de consciência de como deve se comportar é feita através dos Órgãos dos Sentidos. As respostas conscientes, voluntárias e inteligentes, sendo adequadas, poderão ser condicionadas se forem repetidas, tornando-se automatizadas.

A CONSCIÊNCIA

Diz-se que há consciência quando uma informação é recebida e decodificada por uma estrutura definida e limitada. Um computador é uma estrutura capaz de receber impressões e decodifica as mesmas dependendo do tipo de programação de que disponha, da estrutura dos soft instalados. Dentro deste conceito o computador tem um certo nível de consciência.

Um Cérebro é uma estrutura que está associada a outras estruturas neurais que compõem o Sistema Nervoso.  Este, dependendo do grau de evolução na escala animal, costuma ser definido e limitado pela capacidade de impressões a serem percebidas e gravadas, e de respostas a serem dadas (cognição).

As respostas inteligentes dependem de uma decodificação prévia. A decodificação dentro de um sistema é a descoberta da estrutura do significado da informação.

Podemos observar os diferentes níveis de recepção e decodificação de informações estudando a escala animal de invertebrados até o homem. Grosso modo, os estímulos podem ser tácteis, visuais, auditivos, olfativos e gustativos.

As respostas aos estímulos podem ser por movimentos, ou por secreção glandular. Estímulos iguais e repetitivos geram respostas que se bem sucedidas tornam-se reflexas e gerando os automatismos.

Percebemos que nos seres humanos de diferentes idades e cultura, há diferentes capacidades de recepção e de decodificação, portanto de percepção, de consciência e consequentemente de entendimento.

Com diferentes níveis de entendimento as respostas não serão iguais. Um sistema nervoso definido e limitado pelas suas impressões reage de acordo com as mesmas, pois, reafirmando, ele determina diferentes níveis de consciência.

 O comportamento individual é muitas vezes inesperado e não entendido pelo consenso de grupo, ou, de outro indivíduo. Isto não significa que o consenso do grupo esteja mais próximo da realidade, mas talvez mais próximo de uma realidade sugerida e aceita como hipótese provável, ou ainda conveniente aos líderes e ao grupo.

A REALIDADE PESSOAL

Quando um sistema nervoso integra uma ou mais informações recebidas e percebe o significado delas na parte e no todo, se diz que houve uma GESTALT.

A partir das Gestalt e da integração das mesmas o sistema nervoso do indivíduo constrói uma REALIDADE. Uma realidade é algo construído, ou percebido em nível de Inteligência.

A Inteligência é faculdade do Espírito que Constitui a Consciência, logo toda realidade é subjetiva, ou, em outras palavras, toda Realidade em campos de energia é Espiritual.

Toda realidade é relativa, sendo limitada e definida pelos circuitos impressos no sistema nervoso receptor, ou seja, é individual, uma Realidade para cada nível de Consciência.

A REVELAÇÃO

Toda Revelação é uma Realidade Individual e depende da integração do Sistema Nervoso com o Espírito. Uma revelação pode ser associada com os pontos de referência anteriores e o resultado poderá depender do tipo de associação que foi feita. A revelação de Buda, de Maomé, de Krishina, de Taniguchi, do João Apóstolo…

Se o autor de uma “realidade” convencer e sugestionar a outros terceiros, aquela realidade como revelação, passa a ser relativa ao grupo, que acreditou e que, portanto deixou imprimir uma crença, (Jim Johnnes, ou rev. Moon, ou etc.).

A crença é impressa a partir do meio exterior, heterossugestão, primeiro em nível cerebral, depois age no psiquismo. Como consequência disto observamos,nos diferentes grupos culturais dos diferentes povos, diferentes maneiras de pensar, bem como atitudes psicorreligiosas diferentes.

Os líderes de cada grupo psicorreligioso tem necessidade de manter um “corpo” de organização, estabelecendo um conjunto de normas, princípios, dogmas e rituais, através do qual domina e mantém o grupo unido.

Assim está estabelecida a Crença. Como a criança até sete anos, dificilmente tem capacidade de análise, os adultos imprimem nas mesmas qualquer tipo de crença, que dependendo do grupo cultural pode ir de lobisomem a Papai Noel. Este tipo de coisa deixa de ter reforço a partir dos sete anos, mas há outras que são reforçadas além da idade adulta.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

 

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