01º – REALIDADE PESSOAL E REALIDADE COLETIVA

01º – REALIDADE PESSOAL E REALIDADE COLETIVA

Realidade Pessoal e Realidade Coletiva – 1

(Folhas de Outono)

Quando um sistema nervoso integra uma ou mais informações recebidas e percebe o significado delas na parte e no todo, se diz que houve uma GESTALT. Podemos perceber quando uma pessoa realizou uma gestalt, e é quando ela se expressa por: Ah… Ah! Já sei! Percebi! Entendi! Naturalmente há um nível de gestalt para cada nível de Consciência em evolução. Dentro do Conceito Pragmático há quatro níveis de Consciência a serem evoluídos em um indivíduo.

Tudo o que for percebido em um dado momento e aceito como verdade, passa a ser uma realidade pessoal, individual, nesse momento. Em outro momento, uma informação nova, uma atualidade poderá modificar a Realidade pessoal anterior, moldando-se para uma nova realidade percebida e aceita com um novo ponto de vista, e passa a ser uma Nova Crença.

A única madeira de evoluir uma realidade pessoal, individual, é adquirir informações novas, ou melhor, fazer experiências que tenham resultados eficientes e adquirir Conhecimento do qual se tira as novas informações, mais seguras, para estabelecer novas Crenças.

A partir das Gestalt e da integração das mesmas percepções, o Sistema Nervoso do indivíduo constrói uma REALIDADE PESSOAL para um período de vida. Uma realidade pessoal é algo construído com o que se acredita que seja verdadeiro, ou, percebido em nível de Inteligência e de Conscientização, e impresso no cérebro para as coisas deste mundo, desta dimensão, ou, de outra dimensão. São as Crenças acumuladas como Verdades Objetivas e ou Subjetivas. Uma coleção de Crenças pode ser denominada de uma coleção de Paradigmas, ou Modelos para funcionamento de seus pensamentos e consequentemente suas ações.

As Crenças geram Intenções e as intenções se expressam por ações. As mais fracas das ações são as Opiniões que expressam crenças de pouca convicção e que possam ser mudadas com facilidade. As mais fortes são as crenças onde há um sentimento de Fé associadas a normas princípios e fundamentos aceitos como verdadeiros, e que geram convicções. Convicções associadas à ignorância dão margem ao Fanatismo.

A atitude dos fanáticos é percebida pela recusa de ouvir idéias novas e de fazer experiências novas, diferentes daquelas que criaram o condicionamento ao qual estão adaptados, e mais o tipo de reação despropositada contra qualquer comportamento diferente dos dele.

Toda Crença pode ser sujeita a mudanças, isso só depende do indivíduo e da disposição dele de entender informações novas que possam alterá-las. Isso significa mudanças de Paradigmas, de modelos, ou ainda de padrões de linhas de pensamento. É fácil mudar paradigmas (modelos) objetivos pelas evidências de seus resultados.

 

É mais difícil mudar os paradigmas subjetivos, recebidos como informações dadas por pessoas que são consideradas autoridades, principalmente se recebidos na infância até os sete anos de idade. Uma criança não tem capacidade de análise crítica, e se a crença imposta é reforçada periodicamente, se estabelece um padrão para toda vida, se não houver instrução que esclareça em contrário, e se a instrução for aceita.

A autoridade é algo subjetivo, que uma pessoa cria em relação a um indivíduo, ou, como herança cultural de uma comunidade. Toda autoridade se apresenta com algum tipo de suposto conhecimento que seja expresso sob uma determinada perspectiva para que haja entendimento e compreensão.

Todo suposto conhecimento, como filosofia, pressuposições ou suposições baseadas em pressuposições, deve ser testado com mudanças de perspectiva, e com avaliação dos novos tipos de entendimento que surgem com as mudanças de perspectivas.

Entender é perceber o significado da informação passada sob uma perspectiva. Compreender é aceitar esse tipo de entendimento. A compreensão determina o rumo da percepção, e assim influi no tipo de Conscientização.

Só é possível verificar a veracidade das Crenças e seus supostos conhecimentos culturais, através de experiências que tenham resultados válidos, por serem eficientes.

Há quem prefira, por comodidade, formar crenças a partir de informações de terceiros, devido à simpatia, a eloquência, e a erudição em que elas são passadas.

Crença é tudo aquilo que o indivíduo acredita como sendo verdade, mesmo que não haja comprovação, e esse procedimento é um prato feito para os políticos que se dirigem a analfabetos, semialfabetizados, alfabetizados funcionais que não entendem o que leem, e fazem de conta que entendem o que lhes dizem em uma sociedade do tipo tribal, como partidos políticos e igrejas.

Todo Homem é político. Há os políticos sociais, há os políticos religiosos e os religiosos políticos. Política é a arte de convencer as pessoas com razões lógicas, até razoáveis, mas pouco prováveis.

Assim sendo, a mudança da política de ação em um departamento de uma Universidade onde se cultua a Ciência, diante de fatos novos a serem aceitos, pode levar 50 anos, e às vezes, só com a morte de um “catedrático” de linha dura em seus conceitos cristalizados.

A política de “partido”, que propõe paradigmas, que sirvam de modelo de governo em uma sociedade, pode levar 100 anos para ser alterada, e é quando fica clara a falência do modelo, como já aconteceu na Rússia.

 

Um modelo que sirva para conduzir uma multidão com subjetividades político-religiosas pode levar mais do que mil anos para ser mudado devido o culto arraigado aos “mistérios”, que são mistérios até que se prove em contrário.

 

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista em Fisiologia (Bioenergética e Órgãos dos Sentidos) USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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