Evolução da Consciência Humana I

Evolução da Consciência Humana I

Evolução da Consciência Humana I

Todos sabem que somos uma Consciência, e todos devem saber que uma Consciência pode Evoluir. Uma parcela da evolução de Uma Consciência depende da aquisição de informações e da percepção do sentido lógico de cada informação, seja ela Objetiva e ou de ordem Subjetiva.

A perspectiva de como a informação é passada deve dar um sentido lógico. Perceber a validade do sentido lógico dado por uma perspectiva é fator de progresso na evolução de cada Consciência, pois a compreensão depende do entendimento. A Compreensão pode dar o rumo da Percepção da informação como parte de um todo, e assim, influi na Conscientização, ou seja, na evolução da Consciência como processadora de informações que chegam sob as diferentes perspectivas para serem avaliadas.

O Homem pensa por comparações e é necessário comparar o sentido lógico de uma mesma informação sob as várias outras perspectivas para avaliar a razoabilidade de cada uma delas durante o processo de Conscientização.

Há Consciências que se fixam em uma só perspectiva, e passam a viver uma realidade relativa à perspectiva adotada como verdadeira.

As fixações em perspectivas padronizadas, que são oferecidas nos Sistemas Organizados de forma arbitrária, impedem o desenvolvimento do processo lógico que poderia ser acelerado pela imaginação.

Como o limite da capacidade de imaginação é o limite da capacidade de percepção, essa limitação pode impedir a visão de que há outras realidades a serem exploradas pela Inteligência.

A Inteligência é uma qualidade da Consciência que deve ser desenvolvida pela Vontade da mesma. Outro obstáculo para isso pode ser a condição da estrutura física do cérebro de que a Consciência dispõe para se manifestar.

Admitindo-se que há neuroplasticidade, a melhoria das estruturas de um cérebro depende da boa alimentação e do treinamento em qualquer tipo de processo experimental que ative novos circuitos neurológicos. O treino para avaliação do sentido lógico de uma informação sob as várias perspectivas estimula a formação de novos circuitos neurológicos e a neuroplasticidade.

Tudo está interligado, mas a individualidade é uma condição útil no meio do oceano de Consciências interligadas. A individualidade é proporcionada por um cérebro para cada Consciência, e a ação de uma Consciência em um cérebro mostra que cada Consciência se apresenta com três aspectos. Admitindo-se que a Consciência é o nosso Eu, ou, nosso Self, somos três Eus em Um.

Um Eu Básico relacionado com o físico e suas reações internas e às reações ao meio ambiente. Elas já foram classificadas como instinto, intuições, e emoções associadas aos registros de uma memória subconsciente. Um Eu Superior que, estimula as buscas em um mundo de realidades subjetivas e relacionadas com energias percebidas e manipuladas por enfoques mentais subjetivos no cérebro, e comumente mencionados como sendo “espirituais”. Sempre é bom lembrar que antes que se definisse Energia há 300 anos, a Energia originada por enfoques mentais subjetivos era denominada Espírito e Virtude, dependendo de quem e onde a utilizasse.

Também há um Eu médio a ser desenvolvido como lógico racional e analítico e, por essa razão, cheio de dúvidas e fantasias, tentando equilibrar o Eu Básico relativo ao Físico e seu lado objetivo, com o Eu Superior relativo ao denominado “Mundo Espiritual”, que está sempre relacionado às evidentes habilidades psíquicas demonstradas naturalmente, ou então por treinamento.

Os três Eus são coexistentes e interdependentes, mas se admitirmos a evolução de uma Consciência levando em conta suas ações no plano terrestre, há inicialmente a predominância de ação do Eu Básico e seu temperamento, depois o desenvolvimento do Eu Médio com progressiva integração do Eu Médio com o Eu Básico, com controle do Eu Médio sobre o Eu Básico.

Há pessoas em que há predominância de ação do Eu Básico, outras em que há predominância de ação do Eu Médio e suas ações intelectuais.

Mais rara é a integração do Eu Médio com o Eu Básico seguida depois com o Eu Superior e o desenvolvimento de ações que caracterizam as habilidades psíquicas.

As Habilidades Psíquicas mais comuns são as que se caracterizam pelo aprendizado de como mobilizar energia psíquica para ajudar doentes e enfermos, transferindo energia para os mesmos. Esse extra de energia dá condição a que o próprio enfermo se reabilite.

Menos comum é o aprendizado de entrar em sintonia com outros cérebros e obter informações, fenômenos esses que caracterizam a telepatia, a vidência e a clarividência.

Também há a possibilidade de projeções psíquicas de Energia que interferem na fisiologia de terceiros para ajudar a equilibrar funções e corrigir problemas devidos a desequilíbrios na energia da própria Consciência.

A volta ao equilíbrio de uma Consciência somente é feita mediante esclarecimento, e havendo entendimento e compreensão, a correção se faz por ato moral consciente.

No entanto, a maior porcentagem da população do planeta (75%), vive com predominância de ações do Eu Básico, e é histórico o fato de que milhões de seres humanos foram mortos ou em guerras estúpidas que destroem civilizações, ou, em ações de perseguição a bodes expiratórios.

Quem pertença a uma minoria ou outra está sujeito a ser alvo de alguma caça as bruxas. As minorias onde se dá a predominância de ação do Eu Médio (20%), ou, do Eu Superior (5%), também não estão livres de momentos de estupidez em que o Eu Básico e seu emocional tomam conta, e por essa razão a vigilância deve ser contínua.

Toda pessoa em que o Eu Médio se destaca, ou, o Eu Superior mostre habilidades está sujeita à inveja e é aí aonde mora o perigo, o que pode ser denominado de o Medo da Inteligência.

Os que mantêm a individualidade no meio dos Sistemas Organizados, controladores através de normas e princípios, dogmas e ou fundamentos, sempre são considerados “rebeldes”.

A ciência é o paradigma da racionalidade, mas com o tempo, a ciência ficou restrita a Sistemas Organizados onde predomina uma hierarquia dominante. Muitas vezes uma idéia nova não é aceita devido a que seu conteúdo não é dominado pelos membros da hierarquia dominante, e pode passar uma ou mais gerações até que a idéia nova seja aceita.

Se isso acontece com a ciência, podemos imaginar o que pode acontecer com a política e com a religião, aonde o forte é o que seja lógico, até razoável, se bem que pouco ou nada provável.

A solução seria se houvesse um meio de fazer com que todos funcionassem integrados com o Eu Superior e assim, o esforço coletivo seria suficiente para resolver os problemas apresentados pela humanidade.

A impressão que eu tenho é a de que o senhor Jesus tentou fazer isso entre os seus há dois mil anos. Resultou em miríades de interpretações de suas idéias e que já resultou em mais do que uma guerra sem contar as perseguições, algumas econômica e financeiramente convenientes ao mesmo Poder Econômico vigente em diferentes épocas.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Consciência, Inteligência e Realidade

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