01º – Deus, Fé, Crenças, Religião e Política

01º – Deus, Fé, Crenças, Religião e Política

Deus, Fé, Crenças, Religião e Política – I

Nasci e fui apresentado a uma Igreja Batista. Cresci ouvindo ensinamentos bíblicos e observando, como toda criança, o comportamento dos adultos. Meus questionamentos desde criança incomodavam meu pai, o qual reagia dizendo “você é um doutor que sabe tudo”. Quando adolescente e adulto incomodava os demais, inclusive professores na Faculdade. Agora vou incomodar você!

Incomodar significa apenas tirar da posição de comodidade, ou, de acomodado se continuar a leitura. Você pode dizer:- Não aceito isso! Não estou ouvindo, mas por princípio aceito suas razões.

Aceitar ou não aceitar não resolve as questões que a partir desse momento venham a fazer parte de sua Consciência. O que resolve é questionar de modo lógico, razoável e provável, ou, não questionar, ou ainda buscar, e assim nós podemos tentar resolver algum equívoco, meu ou seu.

Se alguma ideia o impressionar e mexer com seu emocional, então ela já faz parte da sua realidade. Querer fugir de sua própria realidade possível é como você querer jogar baralho com a sua própria imagem no espelho, e você esconder o Az nas costas. A escolha é entre a meditação dinâmica, ou, a contemplação na espera de uma intuição. A terceira posição é rejeitar e estagnar.

Aprendi na Igreja Batista que Deus é incognoscível, inescrutável, insondável. Penso que diante dessas afirmações, se uma pessoa crê que Ele existe, Ele existe na realidade dessa pessoa como um sentimento. Que ela O respeite de acordo com seu nível de percepção para sua paz de espírito. O que não dá para entender é uma Teologia montada em função do Incognoscível Inescrutável e Insondável.

Eu tenho o maior respeito por Deus em meu próprio nível de percepção, onde somente tenho a capacidade de julgar o que eu percebo como sentimento, e penso dentro da minha própria realidade. Por essa razão observo fatos, comparo e analiso, mas não julgo ninguém.

Os Batistas obedecem á Princípios. Nesse Sistema Organizado de forma arbitrária, considero que o mais precioso Princípio Batista, é aquele segundo o qual, o indivíduo tem absoluta liberdade de interpretação do Texto Sagrado da Bíblia, pois a revelação é individual. “Somos todos Um na Essência, mas a individualidade é uma condição útil.”

Convém ler a 1ª Epístola de Paulo aos de Corinto, Capítulo 2, três vezes, detendo-se para refletir, de cada vez, em cada versículo, principalmente no número 9. Depois encontre o inicio do caminho entre as pedras lendo Provérbios: Capítulo 2. (decore se puder que é bom).

Aprendi também que todos nós fomos criados à imagem e semelhança da Divindade, e por essa razão estamos todos interligados, mas só quando há harmonia é que há sintonia, e então se forma uma Egrégora entre dois ou mais, com todos reunidos e pensando nas mesmas coisas principalmente se forem concentrados na mesma imagem, ou no mesmo filminho. Melhor se for pensando e imaginando de modo igual, nem que seja só por alguns minutos.

A palavra Igreja se refere às pessoas que se reúnem, onde deveria haver a Egrégora proposta pelo senhor Jesus a Pedro. Uma Egrégora resolve problemas que um só indivíduo não consegue resolver.

O Templo é o local físico onde se reúne a igreja. Quando uma igreja só funciona em função do estatuto de um Sistema Organizado de forma arbitrária, e com procedimentos automatizantes como são os rituais, dificilmente haverá uma Egrégora, se depois disso todos não estejam dispostos a imaginar a mesma coisa, e ao mesmo tempo.

A Egrégora é a massa de energia que resulta dos pensamentos em sintonia. Uma igreja deve se reunir para adorar a Deus, e então temos um Culto para adoração à Divindade, ao Altíssimo. Neste caso cumpre refletir nas observações encontradas em Eclesiastes Capítulo 5, versos de 1 a 4, que para mim sugere introspecção coletiva e não a extroversão costumeira com orações faladas e discursos filosóficos onde alguém expressa a sua própria interpretação de textos.

Na Filosofia do Código Huna aprendi que estamos todos interligados, mas a individualidade é uma condição útil para progresso pessoal. Isso é ótimo, pois podemos escolher entre evoluir, ou, ficar pensando igual à média para agradar os demais que se reúnem como Igreja, como Ordem, como Congregação, ou, simples reunião onde cada um se apresente e diga o que pensa.

Leiam Hebreus, Cap. 6, versos de 1 a 4. Com a leitura você deve perceber que alguém reclamava a falta de alguma coisa nas igrejas, além da usual mesmice. Essa percepção está explicita desde aqueles tempos, mas nada mudou até hoje devido o Sistema Organizado de Crenças limitantes e lideranças dominantes a impor normas e princípios baseados nas crenças tidas como verdades.

Pela Lógica, se somos uma Consciência individual, a Divindade deve ser uma Consciência Individual muito Superior a tudo e a todos. Se assim for, a Consciência dos homens não tem condição de alcançá-la, ou não seria Divindade. Pela mesma razão Ela pode nos alcançar se assim desejar.

Dá para entender, na medida da observação comparada, que a Consciência de muitos homens não tem condição de entender nem mesmo o nível de Consciência de seus semelhantes, mas alguns deles se pronunciam  como se entendessem o nível de Consciência de Deus.

Houve um líder, que de modo sério e doutoral, disse diante de uma Assembléia, que no céu havia prateleiras, como os andares, onde Deus colocava as pessoas das diferentes denominações. Os Batistas no andar mais elevado. Isso virou anedota entre os alunos do Colégio Batista Brasileiro nos anos 40.

Os pronunciamentos desse indivíduo despertaram em muitos um senso analítico em relação aos pronunciamentos dos líderes religiosos, ou, de líderes qualquer movimento místico. O filtro usado na época pelas lideranças era e é: É lógico e razoável? Então passa.

Os professores em suas aulas ensinavam que só o que é lógico, razoável, e provável, passa. Se faltarem a razoabilidade e a probabilidade de ser provado então coloquem na quarentena. No entanto alguns conseguem dividir o Disco Rígido de sua memória da Zona Gnóstica em setores estanques. Um setor para a Ciência, e outro setor para a Mística aceita como verdade.

A nós simples mortais, nos resta como melhoramento pessoal, procurar desenvolver as capacidades individuais de ação e percepção psíquicas além da que é comum a todos. Ao alcançar sucesso em algumas experiências nesse nível, podemos sair da fantasia usual dos simples informados, e raciocinar de modo objetivo em cima dos resultados das experiências que sejam eficientes como base do Conhecimento.

Os resultados podem ser objetivos, e ou subjetivos. Quando há uma Egrégora, os resultados obtidos e as explicações objetivas e subjetivas podem ser compartilhados.

Em reuniões onde há divergências de pressuposições, atitudes e opiniões, pode haver sociabilidade, mas não há Egrégora, e não há resultados psíquicos (“espirituais”) a serem compartilhados.

Quando só há discurso de um, muitas vezes padronizado e às vezes repetitivo, mas não há discussão, o resultado pode ser zero. Se for assim é melhor estar só para refletir, e para evitar autoconflito e conflitos com os demais passivos, e ou ativos, mas bitolados.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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