As Habilidades Psíquicas e Suas Consequências – 01

As Habilidades Psíquicas e Suas Consequências – 01

As Habilidades Psíquicas e Suas Consequências – I

Se entendermos e aprendermos as informações em relação a qualquer assunto, a compreensão final depende da perspectiva com que ele foi apresentado. Mudando-se a perspectiva, mudamos o nível de compreensão e consequentemente o sentido da percepção. A consciência sempre se expande a cada mudança no sentido da percepção. Abrimos novos horizontes e a vantagem está em que não perdemos os referenciais anteriores.

Quando as ideias se contrapõem, a inteligência tem oportunidade para abstrações e aumenta a conotação de ideias e pensamentos. Se as suas ideias se contrapuserem às minhas, aproveite a oportunidade para se exercitar e abstrair novas ideias e pensamentos.

Com relação a esse jogo intelectual, na linha de evolução da consciência, a pessoa pode ser simples quando aceita uma perspectiva como verdade absoluta e estaciona em uma crença. Outras podem ser de pensamento lógico direto e objetivo, aceitam ou não uma só perspectiva, pois têm condição de questionar e de avaliar suas conveniências. Um terceiro tipo menos frequente é o de pensamento lógico abstrato, este sempre procura novas perspectivas que resultem em mais compreensão e entendimento de tudo o que seja lógico e provável. Estes últimos, dificilmente estacionam em uma crença.

Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de habilidade psíquica com efeitos físicos, sob qualquer titulo ou rótulo, pode chamar a atenção dos demais, pois a maioria não as apresenta com facilidade. Esse é um fato.

Uma boa parte das habilidades psíquicas depende de a pessoa saber mobilizar mentalmente uma forma de energia de alta frequência, que na maioria das vezes não pode ser detectada pela aparelhagem dos físicos pesquisadores. O que se percebe sabe-se pelos resultados. Esse é o outro fato.

Saber mover energia psíquica por enfoque mental pode ser denominado magia, ou, ter outras denominações por conveniência como: milagre, Jorê, Reik, ou Tchi-kun, por exemplo. Esse é outro fato observável.

As habilidades psíquicas independem de a pessoa ser religiosa ou não, ligada a uma crença ou não, honesta ou não, boa ou não. Esse é mais um fato observável. Talvez essa seja a razão primária de ser dos conceitos de anjo e de demônio, ou, razão para afirmar que alguém seja ajudado por Deus, ou, se for conveniente, dizer que foi o demônio quem ajudou.

Consideramos como espiritualidade a mobilização da energia por habilidades psíquicas com amor e bons propósitos, isto é, de forma criativa e construtiva partindo de quem é honesto, puro, limpo e bom; assim temos os conceitos de Jesus como padrão de comportamento para os cristãos. Os de Buda para os budistas. Os de Maomé para os maometanos. Do Táo para os taoistas, etc. Assim sendo, há habilidosos psíquicos espiritualizados e habilidosos psíquicos não espiritualizados de acordo com qualquer um desses conceitos relativos.

O mago espiritualizado pode apresentar fenômenos de hiperestesia como: vidência, clarividência e telepatia. Pode ser habilidoso para influir em plantas, animais e pessoas de modo construtivo. Pode proceder ajuda energética favorecendo que um organismo se reestruture e se reintegre com saúde, o que se considera Pequena Magia. Também pode influir no comportamento dos elementos da natureza, influindo sobre o vento, e consequentemente sobre as águas que sofrem a ação dos ventos; pela mesma razão pode fazer vir a chuva e mandar a chuva cair em outro lugar. Estes últimos fenômenos são definidos como Grande Magia.

Observamos que os habilidosos psíquicos, de um modo geral, atraem pessoas que, não tendo habilidades, ou, têm curiosidade, ou, têm vontade de saber mais a respeito e há também aqueles que desejam desenvolver habilidades psíquicas. Outras pessoas esperam tirar alguma vantagem de quem mostra habilidades e aí abrem a possibilidade de serem ajudadas pelo que é bom e enganadas pelo que é mau.

As pessoas que têm habilidades psíquicas e chamam a atenção de um público, podem ter uma explicação própria para suas habilidades e passam a ensinar alguma filosofia de vida. Se lhes é conveniente, adota a explicação de outra pessoa, ou, de um grupo, que estando ligada a alguma filosofia, possa dar apoio às suas ações, bem como, respeito e crédito pessoal. O fato é que as habilidades psíquicas podem ser motivo para explicações e hipóteses que resultem em teorias, que por sua vez suportem filosofias.

Se uma filosofia desenvolvida paralelamente às habilidades psíquicas apresentadas, é baseada em fundamentos morais e éticos, pode ser o começo de uma Disciplina, de uma Ordem ou de uma Religião.

A religiosidade é um sentimento que surge em função das pessoas pensarem que se há todo um universo cheio de fenômenos no âmbito do psiquismo humano, pode haver entidades de maior poder (potestades) nessa dimensão. Como há muitas culturas nos diferentes continentes e psíquicos habilidosos em cada uma das culturas, é lógico que observemos o desenvolvimento de diferentes psicoreligiosidades em cada porção do Planeta.

Movidas pela religiosidade as pessoas tendem a se unir e uma religião surge, quando os líderes de uma comunidade estabelecem de modo arbitrário as regras de conduta para manter unido o grupo que tenha religiosidade. Assim se estabelece uma crença.

Toda religião tem por base os conceitos de uma filosofia mais ou menos desenvolvida com parâmetros de moral e de ética que dependem da cultura existente em uma área geográfica. A conduta religiosa dos participantes de uma Religião em cada cultura é regulamentada por normas, princípios, dogmas, fundamentos e por rituais que caracterizam uma crença no âmbito de uma cultura.

A religião é a oficialização da ideia da existência de uma Entidade Suprema na dimensão do psiquismo, a qual passa a ter um nome próprio em cada cultura, sob as normas e princípios da crença estabelecida. Geralmente os rituais são o ofício da adoração a uma Entidade Psíquica Maior, e nem sempre, mas também de mais entidades psíquicas menores que, satisfaçam à fantasia dos que tenham pensamento primário.

Para satisfazer as necessidades intelectuais de quem tem pensamentos concretos, diretos e objetivos, as grandes religiões oferecem um ou mais homens divinos ou divinizados que sirvam de padrão de atitude e de comportamento. Para pessoas de pensamento predominantemente abstrato, a ideia de um único Ente Psiquicamente Maior é suficiente.

Interessa concluir que as habilidades psíquicas independem de religião, ao contrário disso, o estabelecimento das Religiões, Ordens e Disciplinas é que dependeram de ações mágicas, de seus resultados e das fantasias construídas em função deles.

“Isto eu faço (milagres) para que creiais em mim (minha filosofia)”. Evangelho de Jesus o Cristo (iluminado) e as suas habilidades psíquicas reguladas por bons conceitos.
“Se vós fizerdes as coisas que digo que façam, coisas maiores do que estas que eu faço vós fareis”. Jesus o Cristo.

O maior problema das religiões está nos líderes que falam muito, mas não fazem nada. Quem sabe faz. Quem não sabe quer ensinar e quer mandar.
Alberto Dias, Atibaia, 29/08/05.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Justificando as Práticas

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