01º – A Propósito de Conversão

01º – A Propósito de Conversão

A Propósito de Conversão

Entende-se por conversão uma mudança radical de padrões de comportamento, e de Valores Éticos. Uma mudança radical no caráter e na personalidade:

Há dois tipos de Conversão:

a) Uma mudança de padrões de comportamento (moral) e de valores éticos por Ato Moral Consciente, diante de conselhos, recomendada no Código da Huna, anterior a 11.000 anos passados ,usado para controlar as ações psíquicas a seu tempo.

b) Por Lavagem Cerebral, através de uma conduta hipnótica.

No primeiro caso a “Conversão” é permanente.

No segundo caso, nos indivíduos inteligentes, acostumados à análise lógica, com avaliação do que seja provável, pouco provável, e mesmo improvável, pode desaparecer em 90 dias, mas o indivíduo, por interesses pessoais, principalmente se for do tipo que pensa de modo concreto direto e objetivo, pode permanecer no seio dos “convertidos”, que devem receber reforço semanalmente. Os demais, 75% de uma população em qualquer cultura, se impressionam mais, principalmente quando há repetições em série em curto prazo.

Como surgiu a Conversão do tipo  b

CONVERSÃO, no meio religioso atual é uma palavra “agradável” usada para mascarar a lavagem cerebral… Qualquer estudo de lavagem cerebral tem de começar com o estudo do Reavivamento Cristão no século XIX na América. Tudo leva a crer que Jonathan Edward, descobriu por acaso, através de suas práticas oratórias de púlpito, as técnicas usadas durante uma cruzada religiosa em série, em 1735, em Northampton, Massachusetts.

Induzindo o sentimento de culpa e gerando expectativas negativas com temor ao desconhecido de modo agudo, e aumentando a tensão e a ansiedade nos “pecadores” que compareceram aos seus encontros de Reavivamento, eles foram completamente dominados, e de indivíduos tornaram-se sujeitos submissos.

Tecnicamente, o que Edward estava fazendo era criar condições psicológicas de emoção, que deixavam o cérebro em branco, permitindo a mente aceitar nova programação.

 O problema era que as novas informações eram negativas. Ele poderia então lhes dizer: “vocês são pecadores! Vocês estão destinados ao inferno!” e como resultado, na época, uma pessoa tentou, e outra cometeu suicídio.

Os vizinhos do suicida relataram que eles também foram tão profundamente afetados, que embora tivessem encontrado a “salvação eterna”, eram também obcecados com a ideia diabólica de dar fim às próprias vidas.

Uma vez que um pregador, líder de culto, manipulador de massas, ou autoridade, atinja a fase de apagamento no cérebro de seus ouvintes, deixando-o em branco, os sujeitos ficam com as mentes escancaradas e aceitam novas ideias em forma de sugestão. Esse tipo de ação se observa da parte de políticos sociais na formação de “partidos” políticos, e em políticos religiosos na dominação de massas crédulas em Igrejas.

Como Edward não tornou sua mensagem positiva até o fim do Reavivamento, muitos aceitaram as sugestões negativas e agiram, ou desejaram agir de acordo com elas.

Normalmente qualquer ação que provoque emoção, obriga o cérebro a produzir pulsações eletroquímicas de baixa frequência, e provoca uma elevação do potencial de energia, que com um mínimo de 380 microvolts, promove uma intensificação dos registros dos estímulos sensoriais, relativos à visão e à audição. O controle do Emocional se faz por exercícios mentais de integração do Consciente com o Subconsciente.

Charles J. Finney foi outro cristão Reavivalista que usou as mesmas técnicas, quatro anos mais tarde, em conversões religiosas em massa em Nova Iorque. As técnicas são ainda hoje utilizadas por cristãos evangélicos, em cultos, também pelos treinadores de potencial humano, idem em algumas reuniões de negócios, e nas forças armadas dos EUA, e outras, para citar apenas alguns.

Deixe-me acentuar aqui que não creio que muitos dos pregadores evangélicos, que frequentem faculdades teológicas, percebam, ou saibam que estão usando técnicas de lavagem cerebral! Menos ainda os pastores leigos, que apenas imitam outros. Edward simplesmente topou com uma técnica que realmente funcionou no sentido de arregimentar adeptos contribuintes dizimistas, e outros a copiaram e continuam a copiá-la pelos últimos duzentos anos.

Lembro-me perfeitamente do tempo em que era aluno do Colegial, e que havia um pastor professor, que se preocupava em estudar hipnose, e não escondia seu progresso de seus alunos, confirmando Salomão em seus dizeres de que tudo é vaidade. Ele foi longe.

Recentemente fiquei sabendo de um pastor que usou o emocional de adolescentes, para expor os mesmos publicamente, diante da Igreja, em relação a seu comportamento natural, como sendo pecaminoso, e sabe-se lá que tipo de neurose pode ter sido instalado em alguns mais sensíveis. Um procedimento de mau gosto para dominação.

E o mais sofisticado de nosso conhecimento de psicologia atual, e tecnologia, tornou mais efetiva a conversão. Sinto fortemente que esta é uma das maiores razões para o crescimento do fundamentalismo cristão, especialmente na variedade televisiva, enquanto que muitas das religiões ortodoxas estão declinando.

Tudo começa com o fato mais básico de todos acerca de lavagem cerebral:

EM TODA A HISTÓRIA DO HOMEM, NINGUÉM QUE TENHA SOFRIDO LAVAGEM CEREBRAL ACREDITARÁ OU ACEITARÁ QUE SOFREU TAL COISA. Todos aqueles que passaram por ela, usualmente, defenderão apaixonadamente os seus manipuladores, clamando que simplesmente lhes foi “mostrada a luz…” ou que foram transformados de modo miraculoso.  (continua)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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