01º – A Hipnose e a Fisiologia Moderna

01º – A Hipnose e a Fisiologia Moderna

01º – A Hipnose e a Fisiologia Moderna

A HIPNOSE SOB O PONTO DE VISTA DA MEDICINA MODERNA

          Quando observamos crianças, dos 3 até 7 anos de idade, verificamos que, na média, manifestam incapacidade de processar um raciocínio indutivo complexo. As crianças raciocinam apenas dedutivamente. A conotação de idéias é primária, mas nós podemos induzir para elas as relações entre pensamentos e ideias, e elas podem entender e compreender. Algumas percebem de imediato e outras têm mais dificuldade.

          De modo geral, como o raciocínio delas é apenas dedutivo, com impossibilidade de raciocínio crítico e analítico, aceitam com facilidade sugestões, e geralmente só começam a questionar, na média, depois dos 7 anos de idade. Portanto, a característica mais evidente é o alto grau de sugestibilidade em que se encontram e é o que caracteriza o processo conhecido como hipnose. A criança aceita como verdade qualquer afirmação de pessoas, que sejam consideradas autoridades por elas.

          Em termos de hipnose, poderíamos dizer que acessamos com facilidade o subconsciente de uma criança, pois ela se encontra o tempo todo em estado hipnoidal. A criança aceita uma crença qualquer com facilidade, devido à incapacidade de análise e de argumento crítico. É fácil constatar esse fato, pois basta perguntar a um adulto:- “você acreditou em Papai Noel alguma vez em sua vida?” “E até qual idade continuou acreditando na estória de um velho gordo de barbas brancas, morando no polo Norte, e fazendo brinquedos durante um ano, para depois distribuí-los por todo mundo, descendo por uma chaminé, onde não caberia a metade de seu corpo sugerido?”.

          A maioria responderá que acreditou até seis ou sete anos. Uma boa parte dirá que foi até oito, uns raros dirão que até nove, ou, 10 anos. Acreditar em papai Noel foi uma crença que deixou de ser reforçada posteriormente, e acabou pela racionalização de modo natural. Toda Crença que não seja reforçada, perde força, ou, acaba com o desenvolvimento do processo de racionalização.

          Quando sugerimos uma crença antes dos sete anos e depois essa crença recebe reforço por mais do que três anos, além dos sete, a crença se fixa no banco de memória subconsciente, constituindo uma parte da realidade pessoal.

Depois disso dificilmente o indivíduo percebe a falta de lógica e racionalidade da situação se não houver um desenvolvimento psíquico pelo aumento da capacidade de imaginação, e consequentemente, com o aumento da capacidade de percepção e do nível de Conscientização.

          A segunda maneira de acesso ao subconsciente é causar uma grande emoção e em seguida sugerir algum pensamento com uma frase de efeito. Toda emoção é acompanhada de uma alteração fisiológica no cérebro, que passa a pulsar, por algum tempo, numa frequência mais baixa, como a de um indivíduo que tem menos do que sete anos de idade, quando então, a energia disponível aumenta de 50 ou 100, para 250 até 380 micro-volts por neurônio na média. Desse modo a fixação da idéia proposta está feita em alta energia.

          Também é verdade que passado o susto, a pessoa recobra a capacidade de raciocínio e de análise crítica, mas a lembrança da impressão permanece, com um potencial maior ou menor de causar dúvidas receios e inseguranças, se o adulto não tem um nível de informações adequado.

Se o indivíduo não tem uma capacidade crítica, que seja devido a uma maior instrução e esclarecimento, aquela impressão continua fazendo seus efeitos, mesmo depois de idoso, ou, no mínimo permanecem como uma lembrança sem efeitos fisiológicos depois que se passou algum tempo.

          A terceira maneira de fixação de ideias e pensamentos, é a repetição consciente e voluntária de um mesmo pensamento, várias vezes, em nível de introspecção. Assim se fazem os registros no subconsciente, sem que haja os efeitos da emoção. Nos três casos citados o cérebro trabalha com baixa pulsação e alto nível de energia.

          Os hipnotizadores do século passado procuravam melhorar as condições dos pacientes através do processo de hipnose. Freud verificou que durante o processo de análise, a hipnose facilitava as lembranças de ocorrências do passado. Verificou também que poderia modificar comportamentos através de ordens em estado hipnoidal. Nos dois casos, havia facilitação do acesso do consciente do hipnotizador ao subconsciente do hipnotizado. Freud não conseguiu prosseguir em suas experiências por proibições por parte da ignorância, relativa à hipnose, da classe médica da época.

          Em termos de fisiologia cerebral, consideramos que o adulto está em estado de hipnose quando o cérebro está pulsando predominantemente no nível em que ele pulsava quando na fase infantil entre 4 e 7 anos de idade.

Como adulto em estado normal, pulsa assim, por instantes, quando a pessoa está concentrada em criatividade e improviso, ou, quando em momentos de sentimentos e emoções, com paixão ou ódio, o estado de hipnose induzida por terceiros favorece certa estabilidade nesse nível, permitindo lembranças de situações anteriores, como também permite a fixação mental de impressões que dependam dessas condições, como são as mudanças de hábitos e de comportamento.

A durabilidade desse processo para alguns tipos de programação mental, pode ser que não dure 90 dias. Os pacientes de hipnotizadores voltam sempre. É assim que se mantêm o público nos cultos em certas igrejas.

          Outra maneira de tirar proveito consciente, mas sendo voluntário nessa condição fisiológica, é aprender a auto-hipnose, quando então a pessoa pode se induzir a esses estados alterados de consciência, mantendo-se consciente e dirigindo e governando o processo e suas finalidades, bem como evitando a ação de hipnotizadores de massa, como são os políticos sociais e religiosos.

          Na verdade, há uma série de disciplinas que induzem ao estado de auto-hipnose, e se apresentam sob os diferentes rótulos e com diferentes explicações. Algumas delas associam o processo e seus “estados mentais” com conotação de “elevação espiritual”, principalmente quando usam drogas do tipo do “Chá do Santo Daime”, e outras…

Como a falta de conhecimentos a respeito dos processos fisiológicos, que impedem uma análise crítica por parte de leigos e místicos religiosos, estabelecem-se Crenças e o fanatismo é apenas uma conseqüência da ignorância, aliás, sua companheira inseparável. Às vezes nefasta como se pode observar nos procedimentos Islâmicos, que são aparentes, e mesmo em outros Sistemas Organizados onde são inerentes e inaparentes.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

[vc_row full_width="" parallax="" parallax_image=""][vc_column width="1/1"][vc_facebook type="standard"][/vc_column][/vc_row]

Postado em : Fisiologia , Hipnose

2 Comentários


    • Daniel
    • março 12, 2016
    • Responder
    • Cancelar resposta

    Boa noite , Professor Alberto , eu estou escrevendo para saber se os genes e o S.N estão conectados?

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • março 14, 2016
      • Responder
      • Cancelar resposta

      Daniel, o genes,ou, patrimônio genético hereditário, estão dentro de cada uma das células de seu corpo. Assim sendo estão dentro das células do S.N. dirigindo as reações químicas que determinam o funcionamento de cada célula, e do organismo como um todo. As suas ordens para o que mais necessitar. Dias

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.